domingo, 20 de fevereiro de 2011

Virado, acordado e assexuado

Fechei os olhos talvez por uma hora e meia. Levantei num pulo quando vi a luz do dia. Peguei o celular e imaginei que talvez não tivesse ouvido. Torci para que fosse isso. Mas não era. Olhei de novo o telefone. Sem chamadas não atendidas. Hoje é o meu segundo dia... o segundo dia sem sua conversa, sem fazer uma leitura sua. Tudo bem. Estou calmo. Aguardo notícias. Meus olhos estão pregando. Liguei o PC em busca de informações. Na esperança de um recado. Daqueles mais simples: “já cheguei, estou bem!”

Não sei fazer nada mais, numa situação como essa, além de escrever. Então escrevo. Ontem recebi uma mensagem maravilhosa pelo celular. Dessas que mudam tudo. Mas estou calmo (super). Mais à noite, depois de horas tocando e aguardando, ela ligou. Foi a última vez que 'falei' com ela, até então. Estava no aeroporto. Já sozinha. Imaginei seu coraçãozinho. Imaginei cada segundo dessa viagem.

Até a uma da manhã – depois de ter voltado no tempo por causa da fim do horário de verão – eu e o Tomás – não o Woodall, o outro, o meu afilhado, o Antônio – ficamos assistindo vídeos engraçados no youtube, tudo para passar o tempo. Na verdade, o meu tempo. A cada minuto eu lembrava dela e do avião e comentava algo com meu afilhado. Coitado, ouviu um monte. E depois eu fui escrever. Escrevi esse texto todo mal criado, mas verdadeiro, logo abaixo. Iniciei uma nova fase da minha vida. Apertei o botão de start e liguei minha máquina de confiança. Precisava de atitude na vida e então eu injetei isso em mim. Na dúvida de onde postar o texto mandei logo nos dois blogs. Deixei o Recanto de lado, o povo lá não precisa saber disso, lá não é a minha casa.

Falei e falei, mas ainda não contei o meu voto. Aquele que resolvi me dar de presente (e que presente). Uma nova motivação para os meus dias solitários. Comecei a minha abstinência sexual. Ficar sem sexo até que é fácil se for só um mês ou dois. Nada demais para quem já ficou quatorze anos sem isso! Piadas a parte, pretendo ficar um mês ou mais sem também me 'satisfazer manualmente'. E isso eu acho difícil, quase impossível. Lembro uma vez que me propus a fazer isso por uma semana e falhei logo no quarto dia. Mas agora é diferente, o buraco é mais embaixo. Buraco não, nem posso pensar mais nessas coisas. Vou ter que mudar muito meus hábito para passar por essa. Ontem foi fácil, um dia só nem conta direito. Quero ver como vai ser a vida a partir desta primeira semana. Bom, vou comentando sobre isso...

Meu cérebro está entrando em pane, preciso descansar nem que seja à força. Tenho um belo ensaio ainda pela frente. Duas horas de música alta... espero não explodir minha cabeça. Cadê você, mulher? Mande notícias...

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