Não lembro ao certo a última vez que
escrevi aqui. Sei que desde então, assim como (creio) todas as pessoas do
planeta (e fora dele), muita coisa mudou. Não diria que pra melhor, mas tão pouco
para pior.
Tenho um grande amor agora, não me
sinto mais tão perdido como antes me sentia. Entretanto, meu desolamento não é
mais emocional, não no sentido afetivo da palavra. Disso estou seguro de pisar
em chão solido o suficiente para não tomar tombos como os do passado.
Os problemas nunca acabam porque na
verdade eles nunca existiram. Quantas vezes aleguei e usei isso com outros? Comigo
o buraco sempre foi mais em baixo. Acredito sim na existência do não problema,
mas o problema é que O Problema se torna tão real quanto acreditamos nele. Estou
certo de que não tenho problemas, mas estes não acreditam em mim...
Por onde então devo ir? Sou um
emaranhado de indecisões e dúvidas. Creio que minhas incógnitas são maiores que
minha clareza de pensar. Sou iludido por toda verdade não revelada e também por
todo mistério desconhecido. Sou o que sou e nada além disso. Será? Sei que meu
caminho é mais cheio de curvas e subidas do que imaginava. Se hoje estou aqui,
sentado e digitando, é porque algo dentro de mim persiste em me mandar: “continue...
continue...”
Não, não tenho forças para lutar
contra essa vontade, tão pouco a quero. Quero ir, quero sim, mas para algum
lugar. E para onde estou indo hoje? Para lugar algum, creio eu. Sou a famosa nau
sem rumo. Prossigo guiado pela corrente que me levará a algum lugar. Mas como
já me avisou o ditado: “não existe vento favorável para quem não sabe onde ir.”
Sou um ser apaixonado pelo oculto,
pelo impossível, pelo improvável e pelo indizível. Sou um cara que quer ver o
oco e de lá poder enviar notícias de como realmente são as coisas. Sempre me
considerei um buscador. Acredito que levei isso ao pé da letra demais, pois não
vejo fim para as buscas, apenas extensões para meus anseios. Queria uma vida
mais fácil e provável, mas... queria mesmo???
Senti muita falta disso, muita
mesmo. Escrever é realmente muito bom. Mas pretendo seguir um pouco mais calado
dessa vez. Não quero dizer que quero escrever menos. Quero dizer que quero só
deixar registrado. Não farei questão de ser lido aqui nesse blog. Mas faço
questão de nele escrever.
Por onde vou agora?, me pergunto
todos os dias. A resposta ainda não encontrei. Sigo as minhas intuições (nada
diferente do que já fazia). Tenho a impressão de que agora estou sendo guiado. Espero
que sim. Espero que por uma força boa. Uma força esclarecedora. Meus olhos estão
mais voltados para os mistérios do ocultismo, da magia, da força que não se
sabe de onde vem. Quero encontrar com Deus – A Força – como prefiro chamá-lo. Quero
entender o ininteligível, mesmo que para isso eu tenha que morrer tentando.
Ah, uma última coisa: ainda bem que
esse ano está acabando!
(não revisado)