quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Acertando as contas
Quebra pau, barraco, loucura, e etc. é assim que vejo aquele dia fatídico. Foi na segunda, quando eu estava dando aula. Curtindo meu bom aluno e amigo Rodrigo. Meu telefone toca e para minha desagradável surpresa, uma pessoa (que não merece ser identificada) começa a agredir verbalmente, não com palavrões, mas com cobranças de um relacionamento não existente. Como se tivesse o direito de me pedir, mandar, cobrar, intrometer, exigir alguma coisa de mim. Não, senhorita anônima, você não tem sequer uma parcela desse direito. O pior não é isso. Cansado dessa lengalenga, decidi botar um ponto final àquilo que, furiosamente, eu detesto. Comecei calmamente, pelo telefone, a dizer que bastava daquilo e que não queria mais nenhum contato. É claro que isso virou uma guerra. A rejeição é muito triste e, algumas pessoas, melhores do que outras, conseguem aceitar isso com mais facilidade. Ela não. A coisa foi engrossando e essa senhorita não percebeu em momento algum, o direito que outra pessoa tem de não querer mais ser incomodado por ela. Nervosamente (muito puto), desliguei o telefone e passei a assumir o que pretendia: distância. Como disse, tem pessoa que não sabem lidar com a rejeição e ela começou a me ligar incessantemente. Em casa, no celular, no MSN e qualquer meio que tivesse em mãos. Sabe, fico pensando: onde foi que eu errei. Gostava da pessoa, gostava de falar e até ficava com ela há um tempo atrás. Mas mesmo assim, jamais dei liberdade para que isso acontecesse. Receber uma ligação como se sua mãe tivesse passando um pito é inadmissível pra mim. Agora, ouvir isso milhões de vezes é um inferno na terra. Basta, né? Ela teve a oportunidade de ter minha amizade, mas resolveu jogar merda no ventilador para cobrar de mim o que sequer tinha direito. Agora, faz assim, segue sua religião que eu sigo a minha. Tchau!
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