quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Um verso por aqui...

Madrugada a fora lá vou eu de novo. Depois de um dia consideravelmente bom, em relação a toda merda que me cerca, volto a ter minhas tristes, mas agora um pouco mais sensatas madrugadas. Depois de passar o dia com amigos especiais (Tomás, como sempre; Marcela, a fantasma; Mãe Lu, mão da albina e outros tantos amigos), consegui também completar a matrícula nas disciplinas desejadas e necessárias para minha graduação em Letras. Agora terei que ralar muito nesse semestre para poder passar em todas as seis matérias que me inscrevi.

Alguns alunos de volta (não JV, o Ctrl + Alt + W não formaram a interrogação! Se alguém conseguir o milagre de produzir interrogações nesse teclado, que manifeste-se agora ou cale-se para sempre), talvez algumas prováveis melhoras.

Aumentei meu trabalho na banda, tomando para mim os próximos solos das próximas três músicas. Dois muito difíceis e um fácil. Se nada me estragar amanhã, pretendo eliminar essas notas emergencialmente.

Pretendia escrever um verso no meu outro blog, (o oficial) mas decidi que vou reescrevê-lo aqui. Foi um texto curto que escrevi na madrugada anterior, quando fui acordado por algum imbecil, ou melhor dizendo, alguma imbecil que ligou no celular sem identificação. Penso que seja uma mulher, porque não vejo motivos para um cara (exceto que seja gay) fazer isso. Estava custando a dormir, cheio de imagens da biografia que estou lendo na cabeça e não encontrei outra solução senão escrever. Meus rabiscos quase ilegíveis serão transcritos aqui mesmo.

E que maravilha foi ver o final do terceiro capítulo da quarta temporada de Californication, quando Hank Moody encara a máquina de escrever como um 'hominho' e não como uma garotinha. Isso me ajudou a querer escrever agora, as exatamente três da matina. Outra coisa que está me motivando, é ler a biografia do 'velho safado'. Nela eu pude acompanhar o relato de seu editor quando encontrou-o pela primeira vez e, empilhada num canto do quarto onde morava Buk, viu uma produção de textos que alcançava-lhe a cintura. Abismado com tanta folha empilhada, perguntou para o autor quanto tempo ele demorara para escrever todos aqueles contos e poemas. E o mais assustador foi que ele disse: “alguns meses”. Então pensei, pra que pensar e tentar falar se posso escrever? E pensando nisso é que eu, se não desmaiar de sono, pretendo escrever algo mais ainda hoje.

Bom, chega de papo. Aqui vai a transcrição do meu texto/verso da madrugada anterior. A intenção não era deixá-lo bom, nem plagiar Buk e sim ser rápido e nada comedido.


Homenagem ao maldito que me acordou às 01:40 do dia 08/02/2011

Em meio a um transtornado pesadelo,
com a vida de Bukowski pairando entre a realidade e o sonho
lutando contra a minha atividade cerebral,
que sempre está a pino todas as madrugada,
ouvi o telefone tocar ao longe, despertando-me.
Atendi amaldiçoando quem quer que fosse o infeliz que tivera a audácia de me acordar,
sem identificar-se em número, àquelas horas.
Ouvi sons ao fundo, como se quem quer que tenha sido,
estivesse num lugar a conversar com outros.
O telefone ficou mudo e a ligação foi encerrada.
Levantei-me – já no intuito de escrever – para aliviar-me mijando.
Caminhei em estilo 'pagãozinho' (palavra que aprendi com minha mãe, hoje mesmo)
aliviei-me, fui à geladeira, peguei um iogurte e panetone.
Liguei a televisão que, claro não se abriu de imediato (maldita TV)
sentei-me na cama, peguei um caderno e,
enquanto comia e xingava a TV, escrevia isso;
esse monte de porcaria à maneira bukowskiana,
lesado pelo sono, pela fome saciada, pela gripe que
insistia em me entupir e deixar-me ensopado de suor.
Quem quer que tenha me ligado hoje,
declinando minhas chances de acordar amanhã
e ir até a faculdade acertar minha matrícula,
foi imortalizado aqui, nesse pedaço de papel,
para todo o sempre, nos meus escritos.
Espero que ela, (tenho quase certeza de que é uma mulher)
tenha a decência de 'tirar uma por mim' hoje a noite.
Ou que ao menos me ligue um pouco mais cedo e venha transar comigo.
Malditas mulheres viciadas em pau, respeitem o horário peniano
do seu 'escritor' favorito.
Merda...

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