Já vou começar resumindo: eu preciso bastar de mim mesmo. Não precisar e nem procurar ninguém nessa vida. Nunca mais ter que esperar. Se me contentasse comigo, só eu já seria suficiente para tudo.
Pra que levar essa vida? Sério, pra que ficar tentando o que provavelmente nunca vai dar certo? Daria sim. Daria se eu aceitasse ficar com quem quer ficar comigo. Mas é isso que eu quero? CLARO QUE NÃO! Sempre quero o mais impossível, o mais duvidoso, o mais foda. É isso ou eu logo desanimo.
Mas aí vem a parte mais chata. Se fico muito puto, o tempo todo, como anda acontecendo, eu logo largo mão para evitar a fadiga. “Se não pode vencê-los, junte-se a eles.” Sabe, eu sempre quis ser fechado, mesmo não sendo (o blog prova isso), e queria poder ter apenas a minha vida pra preocupar. Nada de amigos, nada de mulheres (principalmente), ficar livre de tudo e de todos. Juro que já me esforcei para conseguir isso. E acho que o que anda valendo a pena é tentar isso mais vezes. Sei que tentar ser amargo quando não se é é difícil, mas acho que é mais fácil do que atender as mazelas alheias. Mais fácil do que discutir com a incerteza. Mais fácil do que tentar ser além do que se consegue ser, só para poder agradar. Eu realmente não sei...
Nunca soube de fato. Estou afetado por incertezas. Mas as minhas dizem que eu devo correr, mergulhar no fundo de um poço profundo e escuro e habitar para sempre aquele lugar. Minha incerteza diz para eu fugir do amor. Diz que ele machuca muito e que é cruel. E devo concluir que eu tenho que aceitar. Não existe equilíbrio na paixão, só no amor. Devo aceitar que o que eu sinto é uma paixão... devo correr antes que ela se torne obsessão, pois amor não começa ruim e piora. Amor vem sempre sendo bom, desde o começo.
Juro que, se eu não der para trás com tudo o que estou dizendo agora e correr novamente para a incerteza, e ainda também realmente conseguir me esconder do mundo, vou lamentar tudo o que perdi. Agradecendo o que tive a oportunidade de ter e sequer quis que assim o fosse. No caminho para o meu túnel da solidão vou chorando, arrastando as lembranças de quem fez tudo pra me fazer feliz e eu sequer aceitei. Talvez isso seja o carma que carregarei por toda a vida: ser infeliz por ter feito tantas pessoas infelizes. E se nada que eu escolho dá certo, talvez já esteja passando da hora de parar de tentar.
Angústia e felicidade não se combinam, mas parece que não se desgrudam. E para alegrar o meu restinho de desprazer vou fazer o que eu mesmo me disse: vou me socar por estar que nem um imbecil escrevendo isso e depois vou gargalhar de mim mesmo. Se me foder é inevitável, já vou rachar os bicos pra todo o lugar que eu olhar. Piedade de minhas fraquezas, Senhor...
Amar é reconhecer o quão infeliz era e não reconhecer o quão infeliz se tornara
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