sábado, 26 de março de 2011

Bêbado

Bêbado sim, maluco não! É impressionante o tanto de merda que eu fiz hoje. Aproveitando o final da minha embriagues para escrever nesse estado. A mulher que eu amo está com outro. Eu queimei meu filme com Deus e o mundo na faculdade e voltei de carona pra casa. Como se estivesse sendo carregado. Tudo isso com quanto de cerveja na cabeça? Apenas quatro latinhas e eu fiquei que nem um imbecil desmantelando o meu filme. E ainda venho escrever isso, como se toda essa merda fosse algo que eu sentisse orgulho.

Agora assustei, estou impressionado com o tanto de regras gramaticais eu estou lembrando enquanto escrevo esse texto, lembrando: bêbado. Acentuação, pontuação e todas as concordâncias que eu sempre presto atenção sóbrio, estou vendo bêbado. Já comi doces e já parei de beber tem uns vinte minutos ou mais e, mesmo assim, não paro de me sentir tonto. Liguei para amada, mandei mensagem para outra mulher, cheguei em todas as mulheres da faculdade e, para que? Pra queimar o filme não uma vez, mas milhares de vezes.

Ainda assim, estou achando graça. Nada está me afetando. Acho que isso é bom. Tirando a parte da ligação e... putz, mandei mensagem para a ex do outro. Fudeu! Agora já era, não dá para voltar atrás. Tenho uma lista enorme de pessoas para agradecer e outras para xingar. Mas nenhuma das duas eu vou fazer. Ficarei na miúda até não ser mais lembrado pelas merdas que eu fiz.

Ou não, vai saber.... só sei que meu cérebro e minhas reações ainda estão entorpecidos. Não sei exatamente estou fazendo aqui. Sei que devia escrever para postar algo nesse estado. E acho que vou conseguir. Estou todo mole e zonzo. Nada de enjoos, apenas falta de concentração. Se existir erros de gramática e lexicais aqui, não me incomodem, estou sendo o retrato do que eu consegui ser no meu momento de abstração. Esse texto não será relido como os demais. Não tenho capacidade para tal...

É isso, só para não deixar passar em branco toda a humilhação. É isso, licença para desmaiar...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Maldita cisne gostosa!

Então eu fui lá no cinema, relutante, duvidando que ia gostar da bagaça. Ideia da Stella, recomendações da Lanna e, claro, tinha a gostosa da Natalie Portman (eu comia). Começou o filme, já sem nenhuma explosão! (é, eu adoro coisas explodindo) Ninguém lutava contra ninguém (é, eu adoro pessoas se matando) e tudo ia muito calminho. Tá certo que eu realmente valorizo muito o balé, mas não entendo nada disso. Não estou sendo insensível com essa arte não, eu é que sou leigo nessa assunto mesmo. Acho muito lindo, muito vivo, e adorei ver a dedicação e o esforço das personagens. Mas ao mesmo tempo é muito idiota. Eu pensei em um monte de coisas pra dizer e achei uma muito boa: o filme todo se resume em uma mulher que, se tivesse sido muito bem comida, teria dançado melhor, não teria pirado e nem morrido! Viu como a vida é simples?!

Ofensas à parte, o filme é bom, mas assim, eu fico meio com o pé atrás de dizer se é bom mesmo ou se é só porque tem as mulheres se pegando. (Ah, eu pegava as duas!) Não sei de fato o que dizer. Eu gosto de ver uma bailarina dançando (não, não estou dizendo que sou tarado), acho lindo todos aqueles movimentos. Me lembra muito a qualidade dos movimentos marciais, do kung fu, mas muito mais elegantes e artísticos. Mas se fosse essa a estória, ficaria mais bonito, mas como eu disse, é uma estória de uma mulher que precisava muito de dar, muito mesmo, acaba que ela não dá, sonha que experimenta e ainda se fode (sem sexo) no final do filme!

O melhor do filme foi que eu comi pipoca, tomei refri, comi M&M's e revi a Tetéia antes dela viajar. Eu vivo tentando avisar as pessoas, mas ninguém me ouve. Tem porrada? Tem explosão? Tem perseguição de carro? Ficção científica? Até as coisas chatas de filosofia e autoconhecimento eu gosto, mas drama não dá. Não sem as explosões.

P.S. Mas vejam bem, eu não achei o filme ruim... eu só achei bom!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O que mais eu poderia fazer?

Nada de anormal, somente mais um dia... cara!, como é chato falar isso. Bem da verdade, o dia começou excepcional e caiu drasticamente, depois se reergueu e voltou a cair. Achei que não escreveria nada hoje, mas do nada me bateu uma ideia. E olha que foi daquelas que eu pensei numa frase e comecei a escrever sem saber onde ia chegar. Mas acho que cheguei a algum lugar. Então, só o fato de eu escrever um texto e terminá-lo e em seguida postá-lo, já é claro que eu cheguei a algum lugar. Não tão longe quanto almejo, mas distante do ócio. No meu poema texto, eu falei sobre o meu estado quase que permanente de literatura. Não a clássica ou o best seller, apenas aquele estado que sempre me acompanha; o estado narrativo permanente. Eu anda pelas ruas ou faço coisas do meu dia a dia imaginando coisas para escrever. Sempre penso: “como eu escreveria isso?” Qualquer ato ou gesto pode se tornar uma coisa escrita. Eu não faço isso propositadamente, apenas faço. Realmente não vejo o por quê de não fazer. Eu preciso disso. Tanto para o meu lado espiritual como para o profissional. Acho que, acho não, tenho certeza, que fazendo isso eu estou aperfeiçoando a minha escrita. Praticando o tempo todo, mesmo sem escrever, me ajuda a fluir. E isso é muito importante para quem está disposto a produzir o tempo todo.

Percebi que nos meus textos diários eu venho evitando falar de uma pessoa em específico. Inicialmente eu pretendia que fosse proposital, mas agora não estou mais falando com tanta ênfase dela. Gosto dela ainda, mais do que antes, é claro; mas o que acho que vem acontecendo naturalmente é uma contenção do sentimento a ser escrito. E tudo o que eu estava dizendo anteriormente estava muito explícito, muito aberto. E ela é uma das coisas que eu prefiro deixar só pra mim. O que acontece, exponencialmente, é uma leve citação ou uma entrelinha aqui e ali. Do jeito que ela prefere. E nem foi pedido nem nada, sai assim, normalmente, sem pressão.

A dor acompanha as pessoas de perto. E bota perto nisso. É com praticamente todo mundo que eu conheço, falo ou vejo. Sabe, eu juro que eu tento manter aquela ideia meio Broadway, estilo musical, onde todo mundo sai cantando na rua quando tudo está ruim, mas é algo que não dá pra evitar. As vezes ser triste faz parte. O que eu ando fazendo muito ultimamente é me desligando da vida quando começo a me sentir assim. Assisto uma série, leio um livro e principalmente ouço bastante música. Uma distração? Não nego, mas também é algo a mais que isso. Acho que coisas assim vão fortalecendo a minha alma, dizendo: “ei, você aí, continue seguindo adiante, não afrouxa não, tá?!”

Percebi também com o tempo que, quanto mais fraco emocionalmente você está, pior as coisas ficam. Parece que as pessoas têm um alarme de frustração sempre ligado. Comigo é assim, se eu estiver mal, o povo passa longe. Se estou bem, o povo junta igual formiga num piquenique. E parece que eu tenho essa estranha necessidade de ser útil para as pessoas que eu gosto. E gostar vai me trazendo mais apreço pelas pessoas e eu vou necessitando de poder ajudá-las cada dia mais. É assim com minha ex, é assim com ela, é assim com todos os meus amigos, é assim também com a Quel. Ela em especial, pois ela foi a única que me fez lembrar de como é ruim sofrer por alguém. Por um instante eu pude sentir a sua dor. E isso me fez pensar em muitas coisas. Pensei em quanto eu sofria por alguém que não mais me queria e lembrei que nada me fazia me sentir melhor, por mais que tentassem. Mas lembrei também que o único que podia fazer isso era eu mesmo. Fosse esquecendo, fosse sofrendo mais, fosse apaixonando de novo, fosse como fosse, eu era o único que podia comigo. E tenho certeza que é assim para todos. “Ninguém muda ninguém!”, concordo. O fator mudança está sempre lá no fundo de cada um. Você pode até ser motivado por alguém, mas nada acontece quando você não quer. Então, aproveito a deixa; “Quel, se liga, é com você daqui pra frente! O amigo já está aqui, dentre tantos outros”. Acho que o bom do amigo, aqueles de verdade, é que ele sempre está por perto para limpar a sujeira da sua calça depois do tombo. Já o tombo é inevitável e, por mais que um amigo queira, é você quem tem que levantar. A gente até dá a mão, mas o esforço é todo do “caído”. Resumindo: amigo é aquele que sacode a poeira! Foça aí, moça! Amigo você já tem de sobra, aproveita!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Papo com os amigos

Fazia muito tempo que não nos encontrávamos, nós três ao mesmo tempo. E foi uma noite agradável. Eles bebendo e eu não, como sempre. Até que senti vontade de ao menos uma vez na minha vida participar de algo assim, mas não quero quebrar o pouco que tenho de foça de vontade. Eles comendo peixe e eu não. E o papo rolando solto. Estávamos num bar, longe daqui, mais tranquilo, sem muita gente. Quase gente nenhuma. E falávamos sobre todas as coisas.

Falávamos sobre nossas mulheres. Bom, ao menos é o que faziam. Eu falava sobre a hipótese de ao menos ter uma. E a conversa continuou. Se estendeu por três garrafas para eles, duas para mim e duas latas. Fomos para a casa do que vem logo abaixo de mim. Conversamos por mais uma hora. Por fim precisávamos voltar. O mais novo teria trabalho pela manhã cedo e precisava dormir. O que estava divertido, com muitas risadas, por fim acabou.

Voltei de carona, conversando pouco. Mas relaxado de ter estado com bons amigos. Fazia tempo que não nos encontrávamos, nós três ao mesmo tempo. Sinto falta de dias assim. Quando os verei novamente, eu não sei. Mas que gostaria de sempre poder tê-los por perto, isso eu gostaria. Quando se está sozinho na vida, meio que desamparado, o negócio é recorrer aos amigos. Eu posso me considerar agraciado, pois dessa vez eu nem precisei chamá-los e eles já estavam lá me esperando. Não falei muito de mim, bem menos que o usual, mas me senti muito bem em poder rir e distrair.

Conversar deve ser também uma arte. É mais uma das coisas que eu gosto muito de fazer. Conversar será sempre uma das minhas melhores distrações. Estou aperfeiçoando essa técnica ainda. Preciso ouvir mais e falar menos. Estou aprendendo, mas é um processo, assim como música e escrita. Nada para, tudo sempre continua. E acho que eu vou seguir adiante. Procurando mais conversas daqui pra frente. Aproveitar mais as boas companhias que nem sempre estão por perto quando se quer falar e também quando se quer ouvir.

Amigos... que bom que eles existem. Como é bacana ter amigos até quando não se esperava ter. É bom saber que não estamos sozinhos de alguma forma. É bom ter amigos. É bom praticar a arte do diálogo com eles. É sempre bom bater um papo, principalmente com os amigos!