Cheguei em casa numa fome danada de escrever. Muito por dizer e ao mesmo tempo quase nada. Percebi no quanto gosto de brincar com essas teclas. Meus dedos voando por elas e, muita e muitas das vezes, meu mindinho tentando acertar o backspace. Sofro por não conseguir escrever quando mais quero. E na vontade que estou hoje, provavelmente morreria... que drama, não? Mas é quase um fato. Escrever, mais do que uma obrigação, parece ser agora um momento de libertação. E nada mais terapêutico do que digitar. Acho que acontece uma espécie de massagem na ponta dos dedos e que vai parar no fundo da mente. Como se uma voz dissesse: “transcenda, flutue por sobre as teclas e deixe acontecer. É o que estou fazendo, deixando acontecer. Quantas não foram as promessas no ano que passou sobre escrever mais e mais? Quantos não foram os dias que passei fazendo isso. O ano já começou e continuo fazendo e, com certeza, bem mais do que eu fazia antes. Três blogs e o quarto já está vindo. Manter tanto assunto me parecia difícil, mas o difícil agora está sendo conciliar a vida com o escrever. Estou para ver o dia que viverei só disso. E como torço para esse dia chegar logo.
Olha, se viver sozinho significa estar só diante de teclado para escrever, acho que me darei muito bem vivendo sempre sozinho. É claro que grande parte do que eu escrevo se deve ao fato de estar lá fora vivendo. Mas por que não posso viver só aqui dentro? Tá, quem eu estou querendo enganar. Como conseguiria viver por viver, sem ter com quem dividir algo. Eu divido tudo que sinto aqui, mas ainda faria falta ver e ter alguém. O que posso pensar então é; que eu conseguirei viver bem comigo mesmo. Para tal, só é preciso continuar escrevendo. E o grau de satisfação que um texto me dá (mesmo os ruins e os fraquinhos) é maior do que muitas das boas experiências que eu já tive. E assim seguirei, dia a dia, criando e produzindo...
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