Sabem, estive pensando. Um dia que deixo de escrever para meu diário ou mesmo para o Sophia, faz com que um pedaço de mim deixe de existir. É claro que não consigo expressar exatamente tudo o que sinto no que escrevo, mas muito coisa acaba sendo registrada. E isso eu acho importante pra mim. E escrevendo tanto assim eu percebi que uma coisa não aconteceu. Achei que minha mente se esvaziaria e eu teria pensamentos mais tranquilos, mas foi justamente o contrário. Agora até caminhar, tomar um chá e olhar ao meu redor está se tornando um texto. Sempre pensei que poderia escrever de tudo, qualquer coisa. Nunca quis exatamente um foco, uma única direção, como disse a Jô. Sempre me considerei um cara que “tende ao infinito” (como sempre diz a K). Não gosto de pensar na hipótese de limitar alguma coisa em minha vida. Mais do que ela já é limitada por si só. Caramba, como me dói o cérebro quando eu penso no tanto que preciso escrever. E agora que tudo está fluindo, ainda tenho mais necessidade de continuar. As vezes isso me mata, tem horas que eu quero escrever e não posso, porque estou na rua ou coisa assim, e começa a me dar uma aflição de querer chegar em casa e fazer aquilo. E as vezes acontece o contrário também; chego, começo a escrever e dali a um instante paro sem conseguir terminar. Perco o foco por alguma coisa. Mas como sou muito agitado, resolvo fazer alguma outra coisa, sei lá, vou na cozinha, no banheiro, lá fora com os cachorros e, quando volto, as palavras começam a escorrer dos meus dedos. O pior é quando me sinto insatisfeito com o quanto já escrevi, tipo, quando terminei um texto ou dois, mas ainda tinha que escrever algo a mais, aquilo me frustra muito. E eu vou tentando e me esgotando... quero só ver quando voltar a facul o que é que eu vou arrumar para conseguir conciliar tudo isso...
Sina, bonita palavra... eu vou usá-la daqui pra frente pra designar o ato de escrever. Vou dizer assim: não dá para fugir, é minha sina!
Realmente escrever é uma sina. é ao mesmo tempo uma benção e uma maldição.Eu tb me sinto assim. A caberça fervilhante de ideias.Umas boas outras péssimas.E fico imaginado tb quando a aula voltar se eu vou ter tepo p/ isso. tudo.Belo depoimento
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