quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caminhos tortos


            Não lembro ao certo a última vez que escrevi aqui. Sei que desde então, assim como (creio) todas as pessoas do planeta (e fora dele), muita coisa mudou. Não diria que pra melhor, mas tão pouco para pior.

            Tenho um grande amor agora, não me sinto mais tão perdido como antes me sentia. Entretanto, meu desolamento não é mais emocional, não no sentido afetivo da palavra. Disso estou seguro de pisar em chão solido o suficiente para não tomar tombos como os do passado.

            Os problemas nunca acabam porque na verdade eles nunca existiram. Quantas vezes aleguei e usei isso com outros? Comigo o buraco sempre foi mais em baixo. Acredito sim na existência do não problema, mas o problema é que O Problema se torna tão real quanto acreditamos nele. Estou certo de que não tenho problemas, mas estes não acreditam em mim...

            Por onde então devo ir? Sou um emaranhado de indecisões e dúvidas. Creio que minhas incógnitas são maiores que minha clareza de pensar. Sou iludido por toda verdade não revelada e também por todo mistério desconhecido. Sou o que sou e nada além disso. Será? Sei que meu caminho é mais cheio de curvas e subidas do que imaginava. Se hoje estou aqui, sentado e digitando, é porque algo dentro de mim persiste em me mandar: “continue... continue...”

            Não, não tenho forças para lutar contra essa vontade, tão pouco a quero. Quero ir, quero sim, mas para algum lugar. E para onde estou indo hoje? Para lugar algum, creio eu. Sou a famosa nau sem rumo. Prossigo guiado pela corrente que me levará a algum lugar. Mas como já me avisou o ditado: “não existe vento favorável para quem não sabe onde ir.”

            Sou um ser apaixonado pelo oculto, pelo impossível, pelo improvável e pelo indizível. Sou um cara que quer ver o oco e de lá poder enviar notícias de como realmente são as coisas. Sempre me considerei um buscador. Acredito que levei isso ao pé da letra demais, pois não vejo fim para as buscas, apenas extensões para meus anseios. Queria uma vida mais fácil e provável, mas... queria mesmo???

            Senti muita falta disso, muita mesmo. Escrever é realmente muito bom. Mas pretendo seguir um pouco mais calado dessa vez. Não quero dizer que quero escrever menos. Quero dizer que quero só deixar registrado. Não farei questão de ser lido aqui nesse blog. Mas faço questão de nele escrever.

            Por onde vou agora?, me pergunto todos os dias. A resposta ainda não encontrei. Sigo as minhas intuições (nada diferente do que já fazia). Tenho a impressão de que agora estou sendo guiado. Espero que sim. Espero que por uma força boa. Uma força esclarecedora. Meus olhos estão mais voltados para os mistérios do ocultismo, da magia, da força que não se sabe de onde vem. Quero encontrar com Deus – A Força – como prefiro chamá-lo. Quero entender o ininteligível, mesmo que para isso eu tenha que morrer tentando.

            Ah, uma última coisa: ainda bem que esse ano está acabando!

(não revisado)

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Dormir

Taí uma coisa que eu detesto! O problema é que, ultimamente, quando já estou dormindo não sinto mais vontade de acordar. Nunca gostei de ir dormir. Em nenhuma fase da vida; nem criança, nem adolescente, nem adulto. Só vou dormir quando estou beirando a exaustão, e isso tem me prejudicado muito. Dormir à noite então eu já estou quase desistindo. É o horário que meu cérebro mais pensa e produz. Agora para acordar também tem ser tornado uma prova hercúlea. E meu sono tem se tornado cada dia pior.

Vou tentar ordenar alguns fatos (escrever de manhã é mais difícil do que de noite): eu estou sempre com a mente desperta à noite. Tá certo que de vez em quando eu chego muito cansado e até me arrisco ir dormir, mas o que acontece quando eu faço isso é que depois de uns trinta ou quarenta minutos eu acordo muito mais agitado do que normalmente eu estaria.

Não sei por que eu não gosto de dormir. Pode ser pelo fato de ter que parar... realmente não sei. Não tenho o hábito de me preparar para dormir. Nunca vou por pijama, ou preparar as cobertas ou algo do tipo. Eu troco de roupa assim que eu chego em casa (só porque está frio, normalmente eu só as tiro) e desse jeito que estou, eu fico. Como disse, só vou dormir quando meus olhos ficam se fechando involuntariamente. Daí eu me arrasto pra cama, que fica um passo do computador, tiro o que não for edredom e travesseiro de cima dela e desabo. É, eu sei, é triste assim...

Acho que eu devo ter preguiça de dormir, é, acho que é isso! Mas agora falando do sono, que é o pior disso tudo, só tenho a dizer que está piorando gradativamente. Esses dias eu resolvi lembrar de como ele era e, caramba, nem sonhar mais eu sonho. Eu costumava anotar meus sonhos, fui dar uma lida neles e em acreditei que era eu. Se sonho hoje, geralmente é um pesadelo. Se não o é, o mais perto que eu consigo lembrar deles são alguns poucos flashes. Tudo muito vago e inconstante. Retrato fiel da minha vida ou mera coincidência?

O acordar também é uma tragédia. Primeiro, eu acordo totalmente suado, na maioria das vezes, como se eu tivesse participado de um longo combate. Segundo, eu levanto todo entupido, os ouvidos fechados, o nariz congestionado e os olhos ardendo. Alguém deve me socar durante a noite toda e eu nem fico sabendo.

Se eu pudesse optar, acho que escolheria nunca mais dormir. Ou então só quando fosse férias. Ou melhor ainda, estilo urso, deitar e hibernar alguns meses. Brincadeiras à parte, não preciso explicar a mim mesmo o quanto isso está me fazendo mal. Certa vez um conhecido me disse: “quando for dando umas oito ou nove hora da noite, uma hora antes de você deitar, desliga tudo o que for eletrônico e pega um livro” Lembrei disso por um acaso, mas como não acredito em acaso creio que deva ser um sinal. Para funcionar comigo, vou ter que chegar em casa e pegar o livro direto, porque se eu ligar o PC... já era!

Bom, concluo que o sono é só outra etapa da minha desordenada vida. Se nada que eu faço acordado tem uma organização, quem dirá o que eu faço dormindo...

Muita coisa para se dizer em poucas palavras...

Um dia complicado que começou tristonho e foi se embelezando, mas que por fim terminou péssimo. Numa agradável conversa pelo MSN fui lembrando da minha querida Brida, a filhota que pedi tragicamente por desleixo de minha parte. Não importa mais de quem foi a culpa ou por que ela morreu, o que importa é que quem tem que carregar o fardo da sua ausência, sozinho, sou eu. Mas nem tudo é tão ruim assim.

Não quero transformar esse texto na terceira parte dos meus amigos, mas eles fizeram grandes coisas hoje também. Bem, alguns deles fizeram, outros (sabe-se lá por quais motivos) não fizeram nada. O texto vai ser curto para que eu não tenha o trabalho de ficar horas aqui digitando. Ou seja: preguiça! Mas vamos aos pontos positivos:

Woo, me mostrou uma coisa importante hoje: temos que ressuscitar Johnny e Joker; e o mais importante, ninguém que eu achava que tinha feito algo de bom pra mim de fato o fez, eu é que sempre achei isso! (aí, tonto, você tá no topo dos acontecimentos, para de me encher o saco!rs)

Ter a companhia de gente que acabamos de conhecer é muito bom; umas muito distantes, mas ali, mensagem a mensagem, juntinho com a gente. Quero ver até onde isso vai está se tornando um lema! (rs) Outra pessoas estão aqui por perto e quando a gente conhece pessoalmente, fica gostando mais ainda. Outras a gente ainda um dia vai conhecer...

Falei, falei de um tanto de amigo e por fim acabei não falando de uma amiga muito valorosa. Uma mocinha, uma linda garota que merece um tremendo grau de importância. Começou há algum tempo atrás quando certas forças acabaram nos fazendo encontrar por um acaso, aqui mesmo na net. Eu a ajudava nas suas dores e ela nas minhas. Ela era novinha na época (ainda é!), mas tinha pensamentos filosóficos avançado para sua tão pouca idade. Entendia de coisa que eu, na idade dela, não fazia a menor ideia do que era. O laço apertou tanto que a relação foi se intensificando até chegar aqui onde estamos hoje. Quando nos demos conta, eu já era pai dessa menina e ela minha filha. Uma brincadeira que tomou proporções gigantescas e que continua se agigantando. Somos confidentes e amigos, como pai e filha deveriam ser. Cuido dela e ela de mim. Eu não aguento passar mais do que dois dias sem notícias dela. E quando ela some então (faz isso de novo para você ver!) eu quase morro de preocupação. As vezes falamos estritamente o necessário para ver se está tudo em ordem. Noutras vezes vagamos nos pensamentos e nos desejos de um vida melhor. Assumi um compromisso comigo mesmo de cuidar desse presente dos céus, como se fosse minha mesmo. Eu sempre quis ter um filho, e conhecendo a senhorita Ana Karolina, percebi que se pudesse fazer e criar uma criança algum dia desses, não sairia tão perfeita como essa garota. É puxação de saco? É mesmo! Eu sou pai coruja e não acho filha de ninguém melhor do que a minha! Agora não vejo a hora de ir lá conhecê-la e esbanjar todo meu amor paterno. Aproveitar para conhecer e aprovar o meu genro querido, que a minha filhota tanto gosta (ai desse menino se judiar do meu xodozinho). Filha, está aqui testemunhado o mínimo do tanto que você merece! Amo-lhe profundamente!

E eu ainda achei que ia escrever pouco, ledo engano. Mas falar da minha vida e do meu entorno não podia deixar de ser extenso e complexo. Mas estou aprendendo a abreviar antes que a vida me abrevie. Termino o dia um pouco melhor do que iria terminar se não tivesse escrito isso. Ainda bem que esse dia terminou, espero caprichar mais no meu dia de amanhã.

P.S. Preguiça de corrigir, resultado: mais erros do que o de costume!

terça-feira, 7 de junho de 2011

Recaída

Sabia que toda aquela euforia do dia chagaria em algum lugar ruim. Sabia que me cercar de amigos e pessoas não seria o bastante. Sabia de tudo isso e mesmo assim não vi. O que fazer então? Eu sentei e chorei.

Sabe, a frase do pequeno príncipe não me sai da cabeça. Na verdade a frase é da raposa... Mas me pergunto; por que é que as pessoas não cuidam daquilo que elas conseguiram? Por que as pessoas insistem em machucar outras por puro desleixo? Por que ninguém entende o que é ser responsável pelo que cativa?

As vezes eu me lembro das pessoas que um dia eu gostei de verdade... por que elas não estão mais por perto? Eu errei? De uns tempos pra cá, eu parei de me culpar, mas não encontro uma resposta. Aí eu lembrei da frase da raposa e fiquei pensando “será que eu já abandonei alguém que eu cativei?”. Desde então, não paro de prestar mais atenção nessas coisas. Ver o que está por trás de cada gesto, cada palavra. Ser responsável é uma tarefa árdua, para pessoas exímias.

Uma vez eu recebi um monte de palavras de uma pessoa encantadora. Essa pessoa provou por a mais b que eu era a pessoa mais importante da vida dela e, eu acreditei. Ela foi clara comigo em muitos aspectos, mas a única coisa que ela não me disse foi que sumiria da minha vida sem hesitar, que me desprezaria a todo custo e me evitaria até que ela não estivesse mais na minha lembrança. Ledo engano! Suas palavras, seus carinhos, nossas risadas, toda aquela atenção despejada em mim, não me sai do pensamento. É, pessoa, você me cativou! Entretanto não soube cuidar do que possuiu.

Deixa eu te ensinar uma coisa: desprezar alguém não faz com que a gente se sinta melhor. Fazer a gente esquecer de algo significativo de uma forma bruta não alivia, só traz traumas. Tenha a decência de salvar o pouco que restou daquilo que você disse um dia ter amado. Nunca prometa ter uma amizade se um dia você tiver a intenção de escoar da vida de alguém. E se você sempre tiver dúvidas de tudo, absolutamente tudo, lembre-se: NUNCA, NUNCA cative esse alguém!

Você pode ainda achar que não, mas você é responsável.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Amigos... (parte II)

É, mais um dia se foi. E hoje, nesse dia todo chato e modorrento, alguma coisa ficou de bom. E o que seria? Os amigos, claro! Todos eles. Aqueles de longa data, aqueles de data nenhuma e aqueles que eu nem sabia que eram meus amigos. Aqueles que eu amo como meus verdadeiros amigos, aqueles que eu ainda vou amar um dia, todos eles. Os amigos presenciais, os de telefone, os de mensagem de celular, os do MSN, os de e-mail, todos eles, os velhos e os novos. Eles e elas. Todos sem exceção!

Embora sempre seja mais amigo dos meus amigos homens, não posso deixar de afirmar que minhas amigas são muito mais numerosas. Não acho ruim não (embora muitas delas eu queria estar beijando e não só conversando! rs). Tem hora que eu me perco em atender tanta gente. Sabem como é, né? Eu essa minha mania de ser o melhor amigo de todos. Sei que as vezes eu esqueço alguém, que sou injusto com outros, mas eu sei que estou tentando sempre dar o meu melhor! Alguém já parou para pensar nisso? É difícil lidar com todos vocês, tá? Tá?!

Foi pensando no valor de cada uma dessas amizades que eu decidi por uma quase suicida missão: citar todos os meus valorosos amigos de hoje e seus grandes feitos! É, acreditem vou tentar! Deixo aquela ressalva básica de que não quero magoar aqueles que não foram citados (talvez eu não queira mesmo citar você! Mentira! Provavelmente será por causa da minha “idade avançada” e da falta de prática na memorização. Ou então pelo simples fato de eu não ter falado com você hoje). Lembrando que meu coração é como o de uma mãe, sempre cabe mais um. Bem, sem mais delongas, vamos a árdua tarefa:

Ela não foi a primeira a pessoa a falar comigo no dia, mas eu sonhei com ela e isso conta como importante: Marcela, “a Castro” minha linda amiga fantasma, seu nome está aqui! Aquela que me trata mal pra cachorro, mas que não tem como deixar de amar. Almoçar com ela (quase todos os dias) é uma das melhores horas da vida! A gente fala tanta asneira junto que se não falar fica parecendo que não é a gente mesmo. Sabe que mesmo você sendo magrelinha que nem um osso, ocupa um tantão assim do meu coração, né? O que seria dos meus dias de faculdade sem encontrar você ao menos um minutinho!!! Te amo, mulher!

Estou colocando ele em segundo, mas ele é provavelmente o primeiro, meu melhor amigo, meu Bro (sempre em maiúscula para evidenciar sua importância), o cara que dá muito ponto sem nó (rs), mas que permeia quase todos os meus textos, direta e indiretamente (até corrigir tudo que eu erro essa cara faz por mim); ele, o único, Tomás, “o Woodall”! Ele é sério só por fora, mas por dentro tem um grande coração. É o cara que eu mais discuto, que eu mais brigo, e que mais me enche o saco (a recíproca é verdadeira), mas deve ser porque é o cara que eu mais converso! Aí, Bro, olha você aqui outra vez! Tu é o irmão que eu nunca tive, sabes disso! Gente, eu gosto demais desse menino!!!

Poxa, voltando para a ordem do dia: minha querida e amada... Mãe, “a Dn. Eoneres”! (até nisso você aparece, né Woo?) Como não citar a mulher que me deu a vida e que sempre foi minha amiga? Hoje ela me acordou com um bela ligação ao meio dia (no domingo isso é madrugada) para falar do meu outro grande amigo:

Sr. Pedro, “o Guatemar”! Aquele velhinho barbudo que detesta tomar banho, que vive dando trabalho para a família inteira, mas que todo mundo ama (não tem jeito, tem que amar). O cara que me deu o seu nome, que me criou e que fez tudo para eu estar aqui hoje – ou seja, meu pai!!!

O que vem a seguir é a minha doce e lindamente gostosa amiga: Débora, “a Xu”! Cheia de charme e elegância, aquela que muitos gostariam de ter comido, mas poucos conseguiram (não é pessoal!kkk). Minha parceira de dança de salão, de conversas filosóficas e de tantos outros papos. Veio aqui hoje com a desculpa de uma visita corriqueira e acabei fazendo todo o seu trabalho de “psicologia social”, sábia manipuladora! rs Mas você sabe que mora no meu coração, né Xu?!?!?!

Bem, nesse tempo todo que a Débora ficou aqui sugando do meu cérebro, falei com uma das minhas amigas mais novas, Vanessa, “a loira”! Mulher com alma de menina, carente de atenção (como se eu não fosse), uma bela alma que encontrei nesse mundo cão! Era para eu ter te visto hoje, mas acabou que não nos animamos, mas sempre existirá uma outra vez!!! Conte sempre comigo para sair dessa deprê (a nossa!).

Mensagem no celular! Quem é? Olha, é a Bruna Lara, “a Bubs”! Aquela que hoje eu combinei de passar lá, pegar meu livro de volta, por um pouco do papo em dia e discutir muito (é claaaaaaaro), e acabou que eu não fiz nada disso. Mas ela é importante? É obvio, temos muitas coisas em comum por baixo de todo nosso quebra pau! Além é claro de ela achar mais erro nos meus textos do que na minha vida inteira!rs Ah, ela também ainda vai ser minha advogada particular (isso é importante!rs).

Outra mensagem! Quem é? Michelle, “Dn. Micha”! Aquela que sempre reclamou da minha falta de amizade. Aquela que sempre tentou estar por perto. Aquela que eu deveria ter ouvido mais, tratado melhor e cuidado bem. Com todas aquelas suas singularidades, aprendi com ela o valor que se deve dar a quem gosta da gente. Demorou, mas eu aprendi, Micha!

Essa aqui é bacana: Linda de morrer, ruivinha (pintada, é claro! Mas continua ruiva e linda de morrer), briguenta, chata pra cacete, quase insuportável (muitas vezes chega a ser com força), mas extremamente cativante (a frase do MSN é pra você), domina uma enorme parcela do meu coração, uma das pessoas que há mais tempo converso e menos vejo, ela, sem igual: Brenda, “a Amy”! Embora agora estejamos distantes (o ministério da saúde adverte), nunca vou deixar de gostar o tanto que eu gosto dessa menina. Nunca vou parar de continuar gostando cada vez mais. Então, enfia isso na sua cabeça, merdinha!!!! Para de ser turrona e aprende a receber e expressar sentimentos, pô! Já sabe que eu não vou parar de gostar de você, então só aceita!!! Considere-me seu fardo! hehehehe

Depois da minha briguentinha preferida, temos uma longa lista de pessoas importantes que gastaram um bom tempo (e tomaram também esse tempo de mim!rs) comigo hoje no famooooooooso MSN (pausa dramática), vou tentar lembrar de todos:

Ivana, “a I”! Minha futura esposa (kk), que odeia quando escrevo “rs” no MSN, que sempre me achou estranho, que sempre reparou no meu dente, que sempre elogiou meus escritos e que sempre se contagiou de mim. Menina moleca que surgiu do nada; que conversou comigo, chorou comigo, rachou os bicos (RoB) comigo, e sempre esteve (de forma quase sempre ausente) por perto!rs (Ops!kk) Não sei por que a gente continua a se falar, mas tenho certeza (o contraditório aqui foi proposital) que é porque nos gostamos de verdade. Uma grande (mesmo sendo uma tampinha) amiga! Esteja sempre por perto, I!

Vanessa, “a metal”! Poxa, o que dizer da garota mais carinhosa desse mundo? E olha que o tempo que tive para abraçá-la foi quase nulo. Mas ela sempre dá um jeito de dizer coisas ótimas nas melhores horas. Dá vontade de pegar no colo e cuidar, e cuidar, e cuidar, e cuidar... Ela deve ser a pessoa que mais demonstra carinho (depois de mim, é claro) que eu conheço. Hiper gente boa, vive tentando me apresentar bandas que eu não conheço!!! shuashuashua Me ajuda a sempre estar rindo e sempre tenta me ver! (mesmo nunca conseguindo!!!) Adoro você, moça!

Já que estamos falando de Vanessas, que tal falar da terceira e última Vanessa do dia? Essa é: Vanessa, “a Nessinha”! Putz, conheço ela há um tempão e teria zilhões de coisas a dizer, mas vou tentar ser bem específico. Primeiro, ela é uma mulher com M maiúsculo! Não é só de beleza, gostosura e formosura não, é de caráter e de postura. Ela é amiga da minha melhor amiga, só isso já bastava para gostar dela. Mas tem muito mais. Ele marcou uma etapa da minha vida me mostrando coisas que até então eu não via. Lembro de cada beijo (no bochecha infelizmente) que ela me deu, todos muito doces e molhados (na medida certa, Nessinha). Em sua translocada vida cada minuto de sua atenção é uma dádiva, e como eu fico feliz em poder receber esses poucos minutos! Embora converse com ela mais do que com alguma das pessoas que eu citei aqui, sempre tenho aquela sensação de que deveria conhecê-la melhor. Enfim, ainda bem que ao menos eu a conheço...

Marília, “a Mah”! Amiga da Nessinha, minha amiga! Muito tempo se passou e pouco tempo conversamos, mas muito você significa para mim. Compartilhou comigo a sua dor, também sofreu, também chorou, mas o mais bonitinho disso tudo é quando ela dizia assim “Só fico preocupada de você se magoar de novo, Pedrinho! Tô tentando cuidar de você!” Você cuida, Mah! Dentro de suas possibilidades, sempre me sinto cuidado por você. Saiba que também sempre faço isso por você (e como você me deixa preocupado, bostinha!rs). Menina mulher que ouve música de fadinha manca, que vê seriado e que conversa coisa de gente grande (não gente, não é pornografia não). Nossos raros passeios são magistrais! Fico só aguardando as nossas novas empreitadas! Gosto demais de você, moça!

Bruninha, “a Cohen”! Ela acha que não tem nada de mais, que não tem motivo para eu gostar dela (ou sabe e finge que não). Ela tenta me evitar, mas eu não deixo não. Menina gênio, cheia de prodígios. Tem todo um jeitinho especial de ser e, cara!, como eu gosto daquele sorriso sem graça que ela faz. Ela é tímida, só na dela, mas o que eu posso fazer se eu gostei dessa menina? Sei que se eu parar de falar com ela, mais dia ou menos dia ela vai me cutucar... e outra, a gente estuda na mesma sala, não dá para não encontrar! Só acho que, se ela não fosse tão arredia, a gente seria muito mais amigo. Lerdinha!, se liga, eu quero ser mais seu amigo!!!

Carol, “a Carol”! Só o fato de você me ler já é suficiente para eu gostar de você! (eu acho chato me ler então valorizo os que conseguem!rs) Menina carente, de sorriso tristonho, de olhar cabisbaixo, sempre pedindo um abraço... se eu pudesse, te dava todos! Eu sei que você merece, e muito. Ela é o tipo de amiga que quem estraga sou eu. Juro que vou tentar melhorar, eu consigo!

Sheila, “a Sheilota”! Tem gente que faz questão da gente, tem gente que quer que a gente faça questão dela, e a Sheila é duas em uma! Quero poder retribuir a atenção que recebo dela, quero ser amigo dela também e, como no caso da Carol, me perco nesse sentimento todo. Sou prova viva dos maus tratos do coração e não quero fazer o mesmo que fizeram comigo. Eu juro que eu tento ser melhor nesses casos. Me coloco no seu lugar. Entendo o seu lado. Estou aprendendo muito com seu carinho por mim... (e você fala pra burro!!! rs)

Lívia, “a Livinha”! Como entender as pessoas que veem do nada e já chegam tomando espaço? Povo folgado? Espaçoso? Usurpadores? Não, menina de coração puro que toca o sentimento da gente, que diz o que pensa e que tem o maior carinho no dizer de todas as palavras. Ser apaixonante?, sim, claro que sim! Dentre outras coisas, ela é daquele tipo de amiga pra caramba! O tipo de amigo que eu gosto!

Anna, “a Lu”! É complicado falar de pessoas que a gente não conhece direito, mas tá óbvio que a gente vai conhecer! Alegrias e mais alegrias estão sendo esbanjadas por todas as partes e dela vem um tanto... Gosta de bicho como eu e faz veterinária só pra cuidar desses miudinhos. Já ganha minha atenção só pelo cuidado animal, mas sei que vem muito mais coisa daí. Bom ter falado contigo!

Renata, “a Brant”! É assim: ela é irmã do baterista da minha banda (ou seja; já é da família), é gente finíssima, super alegre e descontraída, fala pra caralho, e é hiper contagiante. Adoro quando ela vai no ensaio (só foi uma, o show não conta!rs). Espero topar mais umas zilhões de vezes com essa carismática pessoa! Cê é gente boa de mais, sô!!!

Finalmente (e não é porque acabaram-se os amigos) venho falar da super Júlia, “a garota”! Não é menina e nem mulher, é uma super garota! Tem um tiquinho só de tempo que a gente se fala, mas quando eu a li fui lá no íntimo de sua alma, e ela me retribuiu a visita conhecendo o profundo do meu ser. A gente se lê e se gosta! Aquele monte de saradinha nas bochechas é sempre um charme a mais. E Deus, como essa garota escreve bem! Se existe adequação e coesão em texto, foi ela que inventou. Não deixa nem um ponto sem nó (sei disso porque quando me leio vejo aquele tanto de assunto solto...). Trocar correspondências eletrônicas com ela é o maior barato. Tanta coisa em comum com tanta gente e não é que nela também tem comigo?! Não dá para não gostar e eu faço muita questão de gostar dela. E não é nada, nada difícil ser amigo de gente assim!

Essa imensa homenagem, custou-me longas três horas e meia da madrugada de hoje. Fiquei tão exausto que só consegui terminá-la agora, antes do almoço. Valeu cada tecla digitada. Espero que todos esses meus novos e velhos amigos fiquem satisfeitos com o pouco que eu escrevi de cada um. Lembrando que aqui só existe o meu ponto de vista. Se eu já acho todos eles muito legais, imagina se vocês os conhecessem pessoalmente também...

E eu não quero nem saber de desculpas, cada ser citado acima tem que retribuir com um comentário (exigente!!!rs). Os que não comentarem não apareceram em nenhum dos meus textos, nunca mais! (até parece!rs) Mais uma vez desculpem-me todos aqueles que não apareceram, eu falei de todos os que conversaram comigo no dia (agora vai aparecer um tanto de gente falando comigo só para aparecer em texto meu! Umpf, até parece!rs), cada qual na sua extrema importância em minha vida, se por descuido acabei esquecendo alguém, lamento imensamente. Obrigado por fazerem do meu domingo catatônico um lugar melhor para se viver! Todos vocês são a base da minha existência! Obrigado.

domingo, 5 de junho de 2011

Lendo

Usei o gerúndio para especificar um fato recorrente em minha vida. Não dá para viver sem leitura, fato. Mas reparei que, com o tempo, eu diminuí consideravelmente o volume lido. São tantos os fatores que não consegui encontrar apenas um. Pode ser que eu insista em ler mais de um livro ao mesmo tempo. Talvez seja a faculdade que, de certa forma, acaba atrapalhando minhas agradáveis leituras. Preguiça? Falta de tempo? Desorganização? As três coisas! Mas não é só isso. O motivo da diminuição (agora) pouco importa. Afinal de contas, antes de vir para cá escrever eu estava lendo. Talvez seja uma retomada aos velhos tempos.

Acho que uma boa razão para eu demorar tanto para terminar um livro atualmente se deve ao fato de eu estar lendo quatro bons livros ao mesmo tempo. O de agorinha pouco é uma biografia sobre Kepler. Muito interessante. Os assuntos escolhidos não são aleatórios. Escolhi esse por encontrar uma certa semelhança na busca pessoal desse homem. O mesmo aconteceu com o outro livro, este sobre Giordano Bruno, que também viveu por sua busca e morreu por sua crença. O terceiro livro é o que há mais tempo estou lendo (quase acabando); uma continuação da história do guerreiro pacífico de Dan Millman. Outra obra que trata da busca interior e de todos os obstáculos para se tentar chegar lá. O quarto e último seria para descansar das leituras filosóficas: A guerra dos tronos, de Martin. Mas isso realmente não aconteceu, pois eu não paro de encontrar filosofia em tudo.

Muitas pessoas já me disseram “é melhor você ler um de cada vez” e minha resposta continuou sendo a mesma “não dá”. De fato não dá mesmo. Meu cérebro clama por atividade e viver nessa confusão literária me ajuda a retomar aos poucos a minha vida de leituras. Ler e ler é sempre muito bom, por isso sempre estou lendo. Ficar sem leitura num dia agitado é pedir para morrer. Os fones até que seguram bem a onda; música sempre me fez bem. Mas viver sem ler é correr sem respirar.

Acho importante eu me lembrar do que li ou do que estou lendo (já que eu parei de anotar os livros na minha listinha). É uma marca, um símbolo de cada era. Assim como escrever. Escrever sobre o que estou lendo é melhor ainda. E hoje decidi escrever esse texto porque notei que aos poucos estou voltando à velha atividade. Minha atenção está voltando para esse tipo de tarefa (o que há uns dias atrás era praticamente impossível). Estou orgulhoso de mim mesmo. Parece que estou fazendo uma grande festa por tão pouco, mas isso me é muito significativo. Ler significa também passar mais tempo comigo. E se hoje estou varando outra madrugada, essa pelo menos, foi por um bom motivo!

domingo, 22 de maio de 2011

Ainda Bem!

Um dia, mais um outro qualquer. Eu ia começar a escrever um texto para esse blog quando, de repente, ele se transformou num texto para o outro blog. Já vi muito disso acontecer e dessa vez também não foi diferente. Pra que outro texto?, eu me pergunto. Talvez seja minha necessidade de escrever e escrever, mas hoje eu sei que esse texto de agora é para que eu não surte com coisas simples que sempre me surpreendem!

Falar um pouco da vida as vezes ajuda, as vezes não. Como saber se esse é o caso? A mim pouco importa. Lembro sempre disso porque vivo agora com o “foda-se” ligado! Bem da verdade, me ferro do mesmo jeito, mas estou parando de ser o cara bonzinho que sempre quer ajudar todo mundo e todo mundo sai pisando.

Uma das coisas mais chatas que eu ouvi hoje foi uma pessoa dizer para mim que o final de semana seria produtivo em estudos, mas o que aconteceu foi que não houve um estudo e sim uma espécie de orgia (tá, estou exagerando! Ou não, vai saber). O bom disso tudo foi que não estamos mais juntos (soma-se a todas aquelas que me abandonaram... e, Deus!, como essa lista cresce!!!) Ainda bem que minha esperança foi assassinada logo de cara. Me imaginei recebendo essas notícias de uma provável namorada... nada agradável. Mas também não é para tanto, a decepção é que me incomoda, não tanto quanto o desprezo, mas incomoda.

Mas como ia dizendo (com o foda-se ainda no ON), falando da vida... eu assisti ao filme “O lutador”! (Pera, não!, é “O vencedor” - malditos nomes inventados para o Brasil) e gostei bastante, mesmo sendo um drama. Faltou mais porrada, é claro (acho que eu escrevo isso só para irritar as pessoas), mas é um bom filme. Aquela estória de superação e tal. Foda-se! (eu disse, tava ligado)

Fui ontem ao aniversário do meu ex-aluno, agora amigo, muito bacana rever todo mundo que um dia esteve aprendendo comigo (nem que fosse alguma coisa inútil). Levei minha amiga “neurada” comigo que estava sempre preocupada imaginando se alguém ia pensar ou não se estávamos transando. Me deu umas respostas muito sem educação, e eu fiquei até calado (sorte sua que eu ainda não tinha ligado o foda-se) e escrevendo isso eu fiquei pensando no tanto de gente que me dá patada sem levar de volta....

Aviso para todos aqueles que, por ventura, venham a ler esse texto (inclusive, nem vou divulgar que eu escrevi só para aumentar as chances de pegar tudo mundo desavisado!rs): vou distribuir patada para quem me der patada! Pronto, aviso dado.

Outra coisa que voltei a pensar, depois de passar na mão de mulher que só quer me ver fodido (nesse caso: sem sexo), estou sinceramente cogitando a hipótese de reavivar o velho Johnny (não! Não é um codinome para o meu pau!). Talvez, assim, eu pare de me foder tanto (nesse caso é com sexo). Uma coisa eu sei e percebi: não vou mudar a minha essência. Quem me quiser vai ter que ser muito bom para mim (com sexo, com muita certeza!rs).

Até lá, estarei envolvido com o meu trabalho, com a minha própria vida. Meus amigos, aqueles de verdade, estarão sempre comigo. E quando eles precisarem eu sempre estarei por perto. Mas daqui pra frente vou dar uma folga para todos eles. Nada de ficar aporrinhando amigos. Os que valorizam minha companhia me procurarão! Os que não sentem minha falta ficarão assim, sem fazer diferença. Ainda bem que existe o foda-se para aliviar a tensão do dia a dia. Ainda bem!

terça-feira, 10 de maio de 2011

Amigos...

Tudo mudando sobrenaturalmente (aleluia). E tudo de uma só vez. Coisas boa e ruins também (só pra variar)(ah, ficou ambíguo o “só pra variar”, o que será que eu quis dizer? Que as coisas boas ou as ruins é que são só pra variar???) Mas então, muito por dizer, mas muito por omitir. Naquele tempo em que eu produzia loucamente, algumas das coisas que eu disse, acabaram marcando para sempre o meu blog. Coisa que, talvez, não devesse ter dito. Ou não... vai saber.

Hoje passei por uma loucura imediata e repentina, quando vi, já estava saindo dela, sem lembrar ao certo se de fato era eu aqui comigo. Bom, acontece. Não com muita frequência, mas acontece. A irrealidade do mundo continua a me afetar a cada segundo. Tem horas que acho que estou sentindo aquela coisa de mundo irreal e quando dou por mim, estou em outro lugar, outro contexto, numa outra ocasião... pergunto-me: o que aconteceu?

Onde eu quero chegar? Em lugar nenhum especificamente. Queria falar dos meus amigos, das pessoas que estão comigo ou não, mas que fazem grande diferença. Mas vou manter todas elas subentendidas aqui nesse meu espaço, para um dia, quando for mais propício, falar abertamente de toda a importância que cada um exerce sobre mim. Gosto muito dos meus amigos e, impressionantemente, eles não param de aumentar. Posso não ter um grande amor, mas tenho milhares de pessoas que se importam comigo, meus verdadeiros amigos.

Exemplo de braveza é aquela pequeninha que hoje esmaguei, torturei, judiei e até mordi muito. Veio assim de repente, mas hoje, não muito tempo, já ocupa um bom lugar na minha vida. Temos boas sextas-feiras juntos. Sei que sou confuso e extravagante, mas não deixo muita coisa passar, não é mesmo, hamster? Mas se for falar de confusão, olha só a sua! rs

Amigo de algum tempo, que sempre está lá (tá, vai... nem sempre), é o meu amigo literário. Aquele cara esquisito que, ou você ama, ou você odeia. Eu escolhi ser amigo desse cara e não tenho me decepcionado com isso. Ele tá sempre lá, no meio das minhas confusões com todas as suas confusões. Motivo de orgulho, o cara que também escreve, que até publica, aquele que é um puta amigo!

Há também os amigos de longa data, e tenho tanto amigo que se usar um parágrafo para cada um dos que eu considero, gastaria muitas e muitas páginas. Amigos de banda, amigos de música, amigos de aula, amigos de bichos, amigos animais, amigos... pra toda hora.

Mas me deixe concentrar em apenas hoje. Mesmo assim ainda posso ser injusto com muitos deles. Eu tento, eu juro, agradar todas essas pessoas, que sempre fazem o mesmo por mim. Não me deixo enrolar, vamos lá:

Uma pessoa sumida, há muito perdida, largada em um canto dessa rede cibernética. Aguentando a minha loucura, sendo louca também. Nos divertimos muito, falando todo tipo de besteiras, nem só por brincadeira. Nos sustemos, nos mantemos confiantes, alegres e sempre avante. Minha grande amiga leitora, incentivadora, também escritora, que um dia vai voltar a escrever (espero que pra ontem!rs). Vai, não para, cobre sempre de mim!

Tem aquele pessoal, meio coadjuvante, mas que vem e não vai, que sempre emociona. E assim, não resta mais o que fazer do que começar a gostar. Alguns a gente vê todo dia e, mesmo não parando para falar, temos vontade de um dia conversar e conversar. Outros a gente nem vê, só se conhece de longe, mas se tornam tão importantes que a gente acaba adotando. Tem gente para dar e receber. E nessa interatividade, a bem da verdade, ter amigos é uma coisa que podemos chamar de dádiva. Mesmo que falhem com a gente e nós com eles, quem é realmente amigo, nunca esquece que o bom de ser amigo, é estar por perto, poder conversar e até mesmo abraçar.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Indo e voltando

É nessa de ir e de voltar que eu me perco entre um fato e outro. Correndo, me ocupando, conversando muito, passeando bastante, ainda bebendo (de vez em quando, mas minha mãe não gosta! rs), dando muitas aulas, tocando o tempo todo e agora, escrevendo de novo. Mas será que é assim mesmo que deve ser? Muitos dos meus amigos dizem: “o negócio é ocupar a cabeça” Ocupo tanto o meu cérebro que mal tenho tempo para mim mesmo. Não dá pra ficar fugindo mais, preciso de mim a qualquer custo.

Escrever é um encontro comigo. E esse tempo todo sem escrever foi prejudicial ao meu eu. Sinto isso, sei disso. Esse é apenas um outro texto, mais um para me motivar... outro. Mas me devo isso. Sei que gosto muito de escrever e sei que fazer isso não é simplesmente ocupar a cabeça. Existe toda uma filosofia por trás disso tudo. Sempre houve... ao menos em meu pensar, todo ele, sempre existiu a auto reflexão. Meus textos refletem toda a minha vã filosofia. Sou exatamente o que eu escrevo, explicita e implicitamente.

Até onde eu fui, até onde eu irei? Não sei ao certo. Sei que sempre vou e na maioria das vezes eu volto. Hoje é um desses dias, outra volta. E pouco a pouco eu vou chegando de novo. Vindo como quem não quer nada, mas vou ficando. Pretendo um dia não sair mais... mentira, pretendo sim sair, mas quero me levar comigo. Esse lance de ir e largar meu coração sozinho não foi legal não. Outra, deixar meu corpo sem alma também não foi nada legal. É, eu me chateio sozinho. Chorei muito, reclamei mais ainda, me larguei num canto e até esqueci onde eu tinha me deixado.

Agora, nessa grande ida, essa de agora, pretendo não voltar mais sem mim. Vou lá, lá longe, logo aqui, dentro de mim e, assim que me encontrar, eu volto. Enquanto viajo, vou me deixar em companhia de mim mesmo e aproveitar pra por todo esse monte de coisa que tenho aqui na cachola num papel ou num espaço cibernético. Quem sabe não esvazio o meu vazio pondo tudo para fora? É melhor mesmo, preciso ajeitar a casa, deixar tudo arrumadinho aqui dentro para a minha chegada. Já avisei a mim mesmo: “O Pedro, você não me volte aqui sem se encontrar, e trate de se encontrar logo porque ficar aqui sozinho também não é nada legal!” Ainda lembro de mim respondendo: “Pode deixar, Pedro! Eu até enrolo, mas nós sabemos que nada disso é em vão. Eu posso estar indo e voltando, mas estou atento, vou nos encontrar e nos trazer de volta. Deixa tudo arrumado que logo a gente vai comemorar a nossa chegada!”

Só sei que eu fui arrumar alguma coisa para eu levar na jornada e quando dei por mim, já tinha saído sem falar nada... enquanto eu não chego, fico aqui me fazendo companhia, escrevendo... escrevendo... escrevendo...

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Filhadaputagem

O podre mundo que nos rodeia sempre nos acolhe com sua doce filhadaputagem. Mentira, deixem-me retratar: “o podre mundo que ME rodeia sempre Me acolhe com sua doce filhadaputagem”.

Nada como começar um texto com glamour, certo? Então, eu perguntaria: “como vai a sua vida?”, mas não quero saber a resposta e tão pouco ouvir: “Bem, e a sua?”. Não quero ter que responder de novo e de novo: “Uma merda, uma bosta, um cu dentro do outro, porque a vida é um inferno que eu não paro de me afogar”. Entendeu? Então, não me perguntem. Mas continuando a falar daquilo que não presta:

Hoje eu fui fazer um belo de um rapel (aquela paradinha de descer dependurado numa corda fininha de um lugar altão) e pra variar, nada podia dar certo. Mas não é que deu quase tudo certo? Mas veja bem, nesse “quase” tem muita merda pra voar no ventilador.

O principal e o que eu quero falar antes de tudo, é que achei que eu ia sentir medo, achei que eu sentiria emoção, achei que eu fosse tremer, temer, sofrer, sorrir, qualquer merda... mas não senti absolutamente nada. Nem medo, nem adrenalina, nem sequer fiquei com o coração disparado. Senti como se minha vida não estivesse ali comigo. Bom...

Minha vida realmente não está comigo. Queria dizer muita coisa, mas não quero dizer mais nada. Não quero escrever também, nem quero ficar aqui no computador (se é que posso chamar essa porcaria de computador) tentando falar com pessoas que se incomodam de conversar comigo. Podiam ao menos parar de me perguntar se estou bem antes de começar uma conversa infrutífera comigo. Porra, se um dia eu estiver bem (nem consigo conceber tal façanha por agora) eu aviso todo mundo, tá?! Pra não restar dúvidas: NÃO, NÃO ESTÁ TUDO BEM COMIGO, MERDA!!!

E vou dizendo, não é por sua culpa também não! É, você mesma, mulher que me fez sofrer. O sofrimento agora está estendido. Elevado a décima potência, e você não merece todos os louros por isso. Ah, ao menos me libertei de você, como você sempre quis, ah é, você não queria, queria pisar em mim por toda vida. Lamento informar: não deu! Abaixa sua bola, quando você tiver capacidade de ver o que fez, vai perceber que quem perdeu tudo, foi você.

E esse foi um resumo (só com partes ruins) do meu frustrante dia. Espero que todos tenham se divertido muito hoje e que se divirtam ainda mais com o resto do feriado. Vou comemorar absolutamente nada hoje, sozinho, bebendo o Brandy do Woodall (foi mal velho, eu te chamei). E aproveitar o ensejo para começar a acostumar com isso: ser sozinho! Valeu (se fodam)!

sábado, 26 de março de 2011

Bêbado

Bêbado sim, maluco não! É impressionante o tanto de merda que eu fiz hoje. Aproveitando o final da minha embriagues para escrever nesse estado. A mulher que eu amo está com outro. Eu queimei meu filme com Deus e o mundo na faculdade e voltei de carona pra casa. Como se estivesse sendo carregado. Tudo isso com quanto de cerveja na cabeça? Apenas quatro latinhas e eu fiquei que nem um imbecil desmantelando o meu filme. E ainda venho escrever isso, como se toda essa merda fosse algo que eu sentisse orgulho.

Agora assustei, estou impressionado com o tanto de regras gramaticais eu estou lembrando enquanto escrevo esse texto, lembrando: bêbado. Acentuação, pontuação e todas as concordâncias que eu sempre presto atenção sóbrio, estou vendo bêbado. Já comi doces e já parei de beber tem uns vinte minutos ou mais e, mesmo assim, não paro de me sentir tonto. Liguei para amada, mandei mensagem para outra mulher, cheguei em todas as mulheres da faculdade e, para que? Pra queimar o filme não uma vez, mas milhares de vezes.

Ainda assim, estou achando graça. Nada está me afetando. Acho que isso é bom. Tirando a parte da ligação e... putz, mandei mensagem para a ex do outro. Fudeu! Agora já era, não dá para voltar atrás. Tenho uma lista enorme de pessoas para agradecer e outras para xingar. Mas nenhuma das duas eu vou fazer. Ficarei na miúda até não ser mais lembrado pelas merdas que eu fiz.

Ou não, vai saber.... só sei que meu cérebro e minhas reações ainda estão entorpecidos. Não sei exatamente estou fazendo aqui. Sei que devia escrever para postar algo nesse estado. E acho que vou conseguir. Estou todo mole e zonzo. Nada de enjoos, apenas falta de concentração. Se existir erros de gramática e lexicais aqui, não me incomodem, estou sendo o retrato do que eu consegui ser no meu momento de abstração. Esse texto não será relido como os demais. Não tenho capacidade para tal...

É isso, só para não deixar passar em branco toda a humilhação. É isso, licença para desmaiar...

sexta-feira, 4 de março de 2011

Maldita cisne gostosa!

Então eu fui lá no cinema, relutante, duvidando que ia gostar da bagaça. Ideia da Stella, recomendações da Lanna e, claro, tinha a gostosa da Natalie Portman (eu comia). Começou o filme, já sem nenhuma explosão! (é, eu adoro coisas explodindo) Ninguém lutava contra ninguém (é, eu adoro pessoas se matando) e tudo ia muito calminho. Tá certo que eu realmente valorizo muito o balé, mas não entendo nada disso. Não estou sendo insensível com essa arte não, eu é que sou leigo nessa assunto mesmo. Acho muito lindo, muito vivo, e adorei ver a dedicação e o esforço das personagens. Mas ao mesmo tempo é muito idiota. Eu pensei em um monte de coisas pra dizer e achei uma muito boa: o filme todo se resume em uma mulher que, se tivesse sido muito bem comida, teria dançado melhor, não teria pirado e nem morrido! Viu como a vida é simples?!

Ofensas à parte, o filme é bom, mas assim, eu fico meio com o pé atrás de dizer se é bom mesmo ou se é só porque tem as mulheres se pegando. (Ah, eu pegava as duas!) Não sei de fato o que dizer. Eu gosto de ver uma bailarina dançando (não, não estou dizendo que sou tarado), acho lindo todos aqueles movimentos. Me lembra muito a qualidade dos movimentos marciais, do kung fu, mas muito mais elegantes e artísticos. Mas se fosse essa a estória, ficaria mais bonito, mas como eu disse, é uma estória de uma mulher que precisava muito de dar, muito mesmo, acaba que ela não dá, sonha que experimenta e ainda se fode (sem sexo) no final do filme!

O melhor do filme foi que eu comi pipoca, tomei refri, comi M&M's e revi a Tetéia antes dela viajar. Eu vivo tentando avisar as pessoas, mas ninguém me ouve. Tem porrada? Tem explosão? Tem perseguição de carro? Ficção científica? Até as coisas chatas de filosofia e autoconhecimento eu gosto, mas drama não dá. Não sem as explosões.

P.S. Mas vejam bem, eu não achei o filme ruim... eu só achei bom!

quinta-feira, 3 de março de 2011

O que mais eu poderia fazer?

Nada de anormal, somente mais um dia... cara!, como é chato falar isso. Bem da verdade, o dia começou excepcional e caiu drasticamente, depois se reergueu e voltou a cair. Achei que não escreveria nada hoje, mas do nada me bateu uma ideia. E olha que foi daquelas que eu pensei numa frase e comecei a escrever sem saber onde ia chegar. Mas acho que cheguei a algum lugar. Então, só o fato de eu escrever um texto e terminá-lo e em seguida postá-lo, já é claro que eu cheguei a algum lugar. Não tão longe quanto almejo, mas distante do ócio. No meu poema texto, eu falei sobre o meu estado quase que permanente de literatura. Não a clássica ou o best seller, apenas aquele estado que sempre me acompanha; o estado narrativo permanente. Eu anda pelas ruas ou faço coisas do meu dia a dia imaginando coisas para escrever. Sempre penso: “como eu escreveria isso?” Qualquer ato ou gesto pode se tornar uma coisa escrita. Eu não faço isso propositadamente, apenas faço. Realmente não vejo o por quê de não fazer. Eu preciso disso. Tanto para o meu lado espiritual como para o profissional. Acho que, acho não, tenho certeza, que fazendo isso eu estou aperfeiçoando a minha escrita. Praticando o tempo todo, mesmo sem escrever, me ajuda a fluir. E isso é muito importante para quem está disposto a produzir o tempo todo.

Percebi que nos meus textos diários eu venho evitando falar de uma pessoa em específico. Inicialmente eu pretendia que fosse proposital, mas agora não estou mais falando com tanta ênfase dela. Gosto dela ainda, mais do que antes, é claro; mas o que acho que vem acontecendo naturalmente é uma contenção do sentimento a ser escrito. E tudo o que eu estava dizendo anteriormente estava muito explícito, muito aberto. E ela é uma das coisas que eu prefiro deixar só pra mim. O que acontece, exponencialmente, é uma leve citação ou uma entrelinha aqui e ali. Do jeito que ela prefere. E nem foi pedido nem nada, sai assim, normalmente, sem pressão.

A dor acompanha as pessoas de perto. E bota perto nisso. É com praticamente todo mundo que eu conheço, falo ou vejo. Sabe, eu juro que eu tento manter aquela ideia meio Broadway, estilo musical, onde todo mundo sai cantando na rua quando tudo está ruim, mas é algo que não dá pra evitar. As vezes ser triste faz parte. O que eu ando fazendo muito ultimamente é me desligando da vida quando começo a me sentir assim. Assisto uma série, leio um livro e principalmente ouço bastante música. Uma distração? Não nego, mas também é algo a mais que isso. Acho que coisas assim vão fortalecendo a minha alma, dizendo: “ei, você aí, continue seguindo adiante, não afrouxa não, tá?!”

Percebi também com o tempo que, quanto mais fraco emocionalmente você está, pior as coisas ficam. Parece que as pessoas têm um alarme de frustração sempre ligado. Comigo é assim, se eu estiver mal, o povo passa longe. Se estou bem, o povo junta igual formiga num piquenique. E parece que eu tenho essa estranha necessidade de ser útil para as pessoas que eu gosto. E gostar vai me trazendo mais apreço pelas pessoas e eu vou necessitando de poder ajudá-las cada dia mais. É assim com minha ex, é assim com ela, é assim com todos os meus amigos, é assim também com a Quel. Ela em especial, pois ela foi a única que me fez lembrar de como é ruim sofrer por alguém. Por um instante eu pude sentir a sua dor. E isso me fez pensar em muitas coisas. Pensei em quanto eu sofria por alguém que não mais me queria e lembrei que nada me fazia me sentir melhor, por mais que tentassem. Mas lembrei também que o único que podia fazer isso era eu mesmo. Fosse esquecendo, fosse sofrendo mais, fosse apaixonando de novo, fosse como fosse, eu era o único que podia comigo. E tenho certeza que é assim para todos. “Ninguém muda ninguém!”, concordo. O fator mudança está sempre lá no fundo de cada um. Você pode até ser motivado por alguém, mas nada acontece quando você não quer. Então, aproveito a deixa; “Quel, se liga, é com você daqui pra frente! O amigo já está aqui, dentre tantos outros”. Acho que o bom do amigo, aqueles de verdade, é que ele sempre está por perto para limpar a sujeira da sua calça depois do tombo. Já o tombo é inevitável e, por mais que um amigo queira, é você quem tem que levantar. A gente até dá a mão, mas o esforço é todo do “caído”. Resumindo: amigo é aquele que sacode a poeira! Foça aí, moça! Amigo você já tem de sobra, aproveita!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Papo com os amigos

Fazia muito tempo que não nos encontrávamos, nós três ao mesmo tempo. E foi uma noite agradável. Eles bebendo e eu não, como sempre. Até que senti vontade de ao menos uma vez na minha vida participar de algo assim, mas não quero quebrar o pouco que tenho de foça de vontade. Eles comendo peixe e eu não. E o papo rolando solto. Estávamos num bar, longe daqui, mais tranquilo, sem muita gente. Quase gente nenhuma. E falávamos sobre todas as coisas.

Falávamos sobre nossas mulheres. Bom, ao menos é o que faziam. Eu falava sobre a hipótese de ao menos ter uma. E a conversa continuou. Se estendeu por três garrafas para eles, duas para mim e duas latas. Fomos para a casa do que vem logo abaixo de mim. Conversamos por mais uma hora. Por fim precisávamos voltar. O mais novo teria trabalho pela manhã cedo e precisava dormir. O que estava divertido, com muitas risadas, por fim acabou.

Voltei de carona, conversando pouco. Mas relaxado de ter estado com bons amigos. Fazia tempo que não nos encontrávamos, nós três ao mesmo tempo. Sinto falta de dias assim. Quando os verei novamente, eu não sei. Mas que gostaria de sempre poder tê-los por perto, isso eu gostaria. Quando se está sozinho na vida, meio que desamparado, o negócio é recorrer aos amigos. Eu posso me considerar agraciado, pois dessa vez eu nem precisei chamá-los e eles já estavam lá me esperando. Não falei muito de mim, bem menos que o usual, mas me senti muito bem em poder rir e distrair.

Conversar deve ser também uma arte. É mais uma das coisas que eu gosto muito de fazer. Conversar será sempre uma das minhas melhores distrações. Estou aperfeiçoando essa técnica ainda. Preciso ouvir mais e falar menos. Estou aprendendo, mas é um processo, assim como música e escrita. Nada para, tudo sempre continua. E acho que eu vou seguir adiante. Procurando mais conversas daqui pra frente. Aproveitar mais as boas companhias que nem sempre estão por perto quando se quer falar e também quando se quer ouvir.

Amigos... que bom que eles existem. Como é bacana ter amigos até quando não se esperava ter. É bom saber que não estamos sozinhos de alguma forma. É bom ter amigos. É bom praticar a arte do diálogo com eles. É sempre bom bater um papo, principalmente com os amigos!

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

E ele gozou no sétimo dia...

É, meu caros, um homem deve gozar quando ele deve gozar...

E foi assim que tudo se acabou, mas que eu bati meu recorde eu bati. Vou comentar como é que as coisas se sucederam e depois eu digo como é que vai ser daqui pra frente. Bom, eu estava no meu sétimo dia, desamparado, triste e carente. Pensando muito nisso... então eu começava o meu trabalho manual, mas sempre me interrompia, com remorso. Tentava manter-me em abstinência, mas tudo me impelia para aquilo. E nesse processo eu gastei algumas horas. Ia de lá para cá sempre pensando em como devia me comportar. A tensão era tão grande que eu estava quase tendo um orgasmo só no pensamento. Por fim, como estava sem nada para me distrair e, o que eu arrumava para me distrair, não me distraia, eu acabei me satisfazendo sozinho mesmo... lamentável eu sei...

Você sabe que na hora, logo depois de ter terminado, o que eu mais pensei foi: “vou chutar o pau da barraca e vou logo mandar umas trinta punhetas!” (ah tá, esqueci de avisar, o texto só tende a piorar!) Mas me contive e fiquei só em duas mesmo!!!

Podre, eu sei. E depois de muito relaxado (sete dias sem nada faz com que você se sinta muito mais relaxado) eu fiquei lamentando a minha derrota e ao mesmo tempo, um pensamento não me saiu da cabeça; eu fui muito longe (não estou me comparando a vocês, monges celibatários). Pra mim foi uma grande vitória, embora eu tenha fracassado com uma semana apenas...

Uma semana??? Caralho!!! (desculpem o trocadilho) Isso foi muito! É foi, e como eu já sei como é estar assim, pensei que agora eu já poderei ter mais controle sobre isso, se eu quiser. Resumindo, você quer ou não, porra?! Pois é, eu pensei em começar no dia seguinte, mas eu arrumava uma desculpa idiota para mim mesmo tipo: “foi ontem mesmo... é final de semana... você está sozinho mesmo... é um excelente exercício para mão esquerda...” Pois é, só porcaria. Acabou que eu não comecei no dia seguinte, nem no outro, que é exatamente hoje. Mas, com a ajuda das forças divinas é bem provável que eu consiga ficar mais de uma semana, dessa vez...

Vocês devem estar se perguntando “porque é que eu comecei a ler essa merda?”, então, ainda dá tempo de parar. Eu sei que ninguém quer saber da minha vida íntima com o meu pau, mas depois de tanto ler Bukowski a gente fica assim mesmo, pornográfico. E olha que o objetivo aqui é não ser pornográfico. Ao menos não por enquanto. Bom é isso. “Bolas” pra frente!!!

Vocês apostam em quantos dias, dessa vez? Eu acho que se eu chegar a oito dias já vai ser outra vitória. E vocês, qual foi o maior tempo que já passaram na seca? (lembrando que mulher tem que dividir por três, afinal elas praticam menos esse “esporte” do nós, os homens)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Séculos sem escrever...

Eu sei que só se passaram dois dias, mas pra mim isso é uma eternidade. Não que eu não tenha escrito nada nesses dois dias. Como eu sempre digo, eu escrevo todo dia, faça chuva ou sol, seja no papel ou no computador, o certo é que eu tenho que escrever. Eu agora arrumei um outro bloquinho de notas (o meu antigo acabou) e estou escrevendo até dentro do ônibus, ou andando. É claro que nele eu só anoto as ideias ou escrevo pequenas coisas. Enfim... escrever e escrever, foi meu lema quando eu comecei o Sophia e continuou sendo até aqui e, cada dia que eu passo nessa minha vida, isso se torna mais verdade. Não darei passos atrás, então, o que eu mais preciso fazer todos os dias será postar contos, crônicas, ou seja, textos e mais textos, dos bons e dos horríveis. O que importa é externar tudo o que existe aqui dentro de mim.

Ah! Já estava esquecendo que eu ia explicar por que não postei nos últimos dois dias. Desculpem. Então, eu tenho uma banda, como a maioria dos meus amigos sabe muito bem, e fiquei só escrevendo quase todos os dias da semana e praticamente (absolutamente) não toquei nada. E a nossa banda está em processo de criar um grande repertório e combinamos de tirar três músicas por semana. Eu, como na maioria das vezes deixei tudo para última hora e passei a sexta e o sábado todo só tocando, cumprindo minhas obrigações. E como a sexta e o sábado foram extremamente tristes, acabei me focando só na música para não perder mais tempo. Mas como eu disse, não deixei de escrever. Deixei foi de escrever textos específicos para o blog. Mas como minha vida é vivida literariamente, tudo o que eu faço ou vejo, já penso como texto, então eu tenho muito para escrever. Outra coisa que eu percebi é que vou ter um bocado de dificuldades quando começarem as aulas, pois o tempo vai ficar muito curto. O que pensei para solucionar o problema foi escrever textos menores, o que pra mim parece um absurdo. Sei lá, tenho essa loucura de escrever no mínimo a página inteira. Cada louco com sua mania! Pois é isso. E agora espero que consiga continuar nesse embalo todo e ainda manter faculdade, banda, trabalho e tudo o mais que for necessário conseguir!

É isso, deixe-me terminar esse texto para começar o próximo da lista. Fui...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O que eu preciso

Já vou começar resumindo: eu preciso bastar de mim mesmo. Não precisar e nem procurar ninguém nessa vida. Nunca mais ter que esperar. Se me contentasse comigo, só eu já seria suficiente para tudo.

Pra que levar essa vida? Sério, pra que ficar tentando o que provavelmente nunca vai dar certo? Daria sim. Daria se eu aceitasse ficar com quem quer ficar comigo. Mas é isso que eu quero? CLARO QUE NÃO! Sempre quero o mais impossível, o mais duvidoso, o mais foda. É isso ou eu logo desanimo.

Mas aí vem a parte mais chata. Se fico muito puto, o tempo todo, como anda acontecendo, eu logo largo mão para evitar a fadiga. “Se não pode vencê-los, junte-se a eles.” Sabe, eu sempre quis ser fechado, mesmo não sendo (o blog prova isso), e queria poder ter apenas a minha vida pra preocupar. Nada de amigos, nada de mulheres (principalmente), ficar livre de tudo e de todos. Juro que já me esforcei para conseguir isso. E acho que o que anda valendo a pena é tentar isso mais vezes. Sei que tentar ser amargo quando não se é é difícil, mas acho que é mais fácil do que atender as mazelas alheias. Mais fácil do que discutir com a incerteza. Mais fácil do que tentar ser além do que se consegue ser, só para poder agradar. Eu realmente não sei...

Nunca soube de fato. Estou afetado por incertezas. Mas as minhas dizem que eu devo correr, mergulhar no fundo de um poço profundo e escuro e habitar para sempre aquele lugar. Minha incerteza diz para eu fugir do amor. Diz que ele machuca muito e que é cruel. E devo concluir que eu tenho que aceitar. Não existe equilíbrio na paixão, só no amor. Devo aceitar que o que eu sinto é uma paixão... devo correr antes que ela se torne obsessão, pois amor não começa ruim e piora. Amor vem sempre sendo bom, desde o começo.

Juro que, se eu não der para trás com tudo o que estou dizendo agora e correr novamente para a incerteza, e ainda também realmente conseguir me esconder do mundo, vou lamentar tudo o que perdi. Agradecendo o que tive a oportunidade de ter e sequer quis que assim o fosse. No caminho para o meu túnel da solidão vou chorando, arrastando as lembranças de quem fez tudo pra me fazer feliz e eu sequer aceitei. Talvez isso seja o carma que carregarei por toda a vida: ser infeliz por ter feito tantas pessoas infelizes. E se nada que eu escolho dá certo, talvez já esteja passando da hora de parar de tentar.

Angústia e felicidade não se combinam, mas parece que não se desgrudam. E para alegrar o meu restinho de desprazer vou fazer o que eu mesmo me disse: vou me socar por estar que nem um imbecil escrevendo isso e depois vou gargalhar de mim mesmo. Se me foder é inevitável, já vou rachar os bicos pra todo o lugar que eu olhar. Piedade de minhas fraquezas, Senhor...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fim do quinto dia

Consegui bater o meu recorde, mas foi por pouco. Muito pouco. Mas tendo passado a crise tudo ficou mais calmo. “Aguentável”! Foi assim. Eu estava escrevendo, como sempre, e deixei a TV ligada. Deixei num canal que estava passando clipes. Num determinado momento, começou um clipe da Lady Gaga, e olha que eu sempre a achei horrorosa, mas fiquei atento. É, atento significa excitado. E só não terminei a parada por ter usado toda a minha força de vontade. Consegui me segurar levando em conta o que eu queria conseguir com isso. Mais uma libertação.

Depois disso, tudo foi ficando mais libidinoso, mais atraente. O Orkut eu tive que passar bem longe. Aquele monte de mulher de biquíni e seminua estavam tentando dominar o meu cérebro. O youtube também estava ficando arriscado. Acho que hoje, qualquer vídeo que eu assisti, possuía cenas picantes ou coisa parecida. O jeito foi terminar o que estava escrevendo e sair de fininho do PC. Tomei meu tradicional banho gelado, que estava morno por causa do sol, e fui trabalhar. Nada como uma boa distração.

Mal saí na rua e começou aquela enxurrada de peito e de bunda. Aquele mundaréu de mulheres gostosas desfilando em suas roupas curtas e apertadas. Eu olhava pra frente e pensava: “não olha quando ela passar, não olha!” O pior é que em uns setenta por cento dos casos eu acabava olhando. “É só um teste, vai passar rapidinho!” É claro que eu não consegui me enganar. Eu tenho um mês inteiro pela frente. Muita bunda e peito ainda vai passar na minha frente. Maldição!

Não quero só falar de coisas ruins. Afinal, hoje foi um momento histórico em minha vida. Cinco dias sem sexo e (principalmente) sem masturbação é praticamente um fenômeno tipo um eclipse. É muito raro! E, convenhamos, fora com a hipocrisia!, todo mundo se masturba (punheta para os rapazes e siririca para as garotas). Não estou dizendo que todo mundo faz o tempo todo, mas faz. Se não faz, além de estar perdendo algo muito importante (quem bate, sabe!) estará condenando a sua vida sexual à falta da plena satisfação.

Assunto sexual à parte (essa merda já tá começando a subir de novo) eu termino dizendo que, se com cinco dias eu já queria comer a Lady Gaga, daqui um mês até o Sílvio Santos vai virar rango. Vou morrer eletrocutado querendo transar com a tomada!

P.S. Preciso meditar e canalizar essa energia que está se acumulando em mim...

Merda

Falar rapidamente sobre os textos passados, pois não comentei nenhum ainda. Como eu disse antes, se eu passo um dia sem escrever, tudo vira um caos. Inclusive vou ter que olhar quais foram os textos e de quais eu já falei. Está tudo bagunçado aqui na cabeça...

Bom, vou falar de qualquer jeito, se eu não faço isso na hora fica um saco de fazer depois. Eu falei do texto (eu acho) sobre o grande e o pequeno Buk, onde eu me referia sobre o livro biografia dele e o de poesias. Menciono meu amigo Bruno, que foi quem levou o livro pra mim até a biblioteca. Ainda não terminei a biografia, tenho que ir lá na biblioteca pegar de novo. Meleca! Faltava tão pouco... e agora estou quase acabando o de poesias, mas demoro mais porque eu fico fazendo anotações no livro. Marcando o que mais me chamou a atenção. Mas vou zerá-lo essa semana ainda. Preciso começar o em espanhol (né, lebre?!) ainda antes do fim do mês.

Antes do texto do Buk, eu escrevi um verso esdrúxulo sobre o fósforo e o isqueiro. Esse saiu de uma brincadeira por Emesene. Sei que ficou bem tosquinho, mas foi muito espontâneo e resolvi postá-lo mesmo assim.

O texto “libertação” foi o meu maior desabafo até agora e um marco para minha vida futura. Uma espécie de a partir de “agora o negócio é mais embaixo”. Acho que esse texto, embora ofensivo, pesado e por certo cômico, é o que mais mostra de mim. Vai fundo no meu ser e exporta tudo que tenho de bom e de ruim. Precisava escrever...


Pausa para xingar pra caralho a boceta do computador que trava o tempo todo!!! Esse filho da puta que fica arruinando minha escrita! Se eu tivesse dinheiro pra comprar outro e um machado... ele ia ver só...


Continuando (…computador folgado), o texto seguinte foi o da distância oceânica. Uma pequena homenagem à lebre. Versos estranhos para uma pessoa... como ela se denomina mesmo... hum... ah, dissimulada. Mas o que vale sempre é a intenção. E nesse dia minha intenção estava muito boa.

O outro, que vem logo depois desse, foi o que eu falei sobre madrugar e ver a manhã nascer. Também por causa de alguém que “acha” que foi por ela. Mas, enfim...

Desculpem-me a impaciência de falar dos textos assim, mas é que estou muito, mas muito puto com a “joça travante”. Se um dia eu vier a ser publicado, meu primeiro pagamento vai ser pra comprar o computador da NASA, esse talvez (só talvez) dê menos pau...

O outro, foi o texto em homenagem à Dami e também uma comemoração dos meus cento e cinquenta textos escritos (só no Sophia). Lá eu explico como aconteceu a criação do blog, os motivos que me levaram a escrevê-lo e afins. O texto realmente ajudou a minha digníssima amiga a escrever, chegou até a fazer um blog para ela também. Ainda não perguntei se posso, mas quando falar com ela, eu posto o endereço desse blog aqui nos meus textos. (se ela deixar) Ficou muito legal. É importante que as pessoas vejam que o que temos a dizer vai sempre ser uma novidade. Cada um conta da sua forma e maneira, e essas experiências são únicas. O texto dela é divertido e continuarei sempre pedindo por mais.

Por fim, escrevi o texto entorpecido exatamente desse jeito: entorpecido. Quis fazer uma experiência escrevendo o que me viesse a cabeça estando recém acordado. Não preciso dizer que acabei falando dela (e não me enjoo). Bom, é isso. Termino esse porque ainda tenho muito o que escrever.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Madrugada e três dias...

Madrugado novamente... tentando me reerguer das cinzas. Tenho bons motivos? Claro! Ontem foi proveitoso? Olha, de certa forma, sim. Acordar cedo me fez ver e fazer coisas que não estava mais acostumado. Mas ainda preciso de mais prática. Se hoje funcionar, talvez eu me habitue novamente a essa vida. Mesmo eu tendo ido dormir antes da meia noite, me sinto cansado, mas de um jeito diferente. É um cansado disposto, de qualquer jeito, melhor do que antes. Bom, eu sei porque estou acordado a esse horário, sei muito bem sobre essa força que me motiva.

Inclusive essa força me motiva a muitas coisas. Ontem completei o meu terceiro dia assexuado. Está praticamente fácil, mas como eu disse, só posso começar a comemorar depois do quarto dia. Esse foi o meu recorde até hoje. Mantenho minha estratégia de afastar-me de absolutamente tudo o que for pornográfico, erótico e mulheres em geral. Nem olhar pra elas na rua eu olho mais. Só por garantia. Nenhuma ereção voluntária (as involuntárias somente as das manhãs, as outras eu anulei no pensamento). Pode parecer idiota, mas isso pra mim é o equivalente a deixar o Papa sem o Vaticano. Eu fico tentando não pensar adiante, mas se eu passar da primeira semana, fico imaginando como será a semana seguinte... o jeito é só continuar, não vejo soluções aparentes.

Olha, eu tenho ficado orgulhoso de mim ultimamente. O pouco que tenho melhorado na minha vida significa muito pra mim: Tomás voltou a ser meu amigo. Ka se declarou a mim e eu a ela, claro. Tenho arrumado as coisas por aqui. A organização está melhorando. Escrevendo sempre, todo dia. (não que eu não escrevesse todo dia, mas agora estou postando sempre) Tocando mais, muito mais. Chegando no horário certo às aulas que eu tenho que dar e essas coisas...

Claro que nem tudo são flores. O PC continua sua estratégia de me ferrar. Dá um pau atrás do outro. E não vejo a hora de ficar milionário e poder atirar na parede todos os que não funcionarem... A sabotagem é tanta, que coisas incríveis acontecem, como por exemplo: eu coloquei o Emesene para me avisar quando alguém me mandasse algum recado. E ele estava funcionando com todo mundo, quando chegou a vez da pessoa que eu mais esperei receber mensagem ele não me avisou. Por um triz eu não perco a conversa. E é melhor eu parar de reclamar antes que ele me foda mais ainda.

Em pensar que essa é só a primeira semana de um mês inteiro que eu tenho pela frente. Faço o que posso pra manter a mente ocupada, de preferência sozinho. É bom que eu estou terminando os três livros que comecei de uma só vez. Pretendo terminar ao menos um, essa semana. E não começar outro enquanto não terminar os outros. Até isso eu vou tentar fazer direito. Uma coisa de cada vez. Bom, cheguei às quinze para sete, nada dela ainda. Vou começar a arrumar a casa e ainda tenho que lavar minha roupa. Ai ai...

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Dormindo à noite

Como um homem se comporta depois de uma péssima noite de sono? Otimamente bem! E não foi noite não, foi dia. Eu dormi somente uma hora e meia. Levantei sem sono, preocupado, como não!? Não existiam sinais dela em lugar algum. Mas não me desesperei, só um pouquinho. E lá pelas tantas ela me encontrou no Emesene. Quão grande foi o meu alívio, ela estava bem. Segura, lá longe. E esse poema de hoje, foi direcionado a esse pensamento. Que não importa o quanto esteja longe, o que vale é o perto que te sinto...

Era para eu estar cansado e, mesmo estando, minha felicidade ainda prevalece. Está findado o segundo dia. E cedo eu tenho que dormir. Vou trocar as madrugadas acordado pelos dias claros da manhã. Não foi preciso dizer duas vezes. Não foi preciso nada. Só uma existência básica. Estarei lá no horário marcado.

A banda continua a melhorar, o esforço tem valido. Mais uns poucos ensaios e estaremos prontos. Prontos para arrebentar tímpanos despreparados. Investir nessa banda está valendo cada palhetada. Logo colheremos as graças. Sem desespero e com muita diversão. Tudo certo. E certo deverá permanecer. Vou indo, já deu a minha hora...

Virado, acordado e assexuado

Fechei os olhos talvez por uma hora e meia. Levantei num pulo quando vi a luz do dia. Peguei o celular e imaginei que talvez não tivesse ouvido. Torci para que fosse isso. Mas não era. Olhei de novo o telefone. Sem chamadas não atendidas. Hoje é o meu segundo dia... o segundo dia sem sua conversa, sem fazer uma leitura sua. Tudo bem. Estou calmo. Aguardo notícias. Meus olhos estão pregando. Liguei o PC em busca de informações. Na esperança de um recado. Daqueles mais simples: “já cheguei, estou bem!”

Não sei fazer nada mais, numa situação como essa, além de escrever. Então escrevo. Ontem recebi uma mensagem maravilhosa pelo celular. Dessas que mudam tudo. Mas estou calmo (super). Mais à noite, depois de horas tocando e aguardando, ela ligou. Foi a última vez que 'falei' com ela, até então. Estava no aeroporto. Já sozinha. Imaginei seu coraçãozinho. Imaginei cada segundo dessa viagem.

Até a uma da manhã – depois de ter voltado no tempo por causa da fim do horário de verão – eu e o Tomás – não o Woodall, o outro, o meu afilhado, o Antônio – ficamos assistindo vídeos engraçados no youtube, tudo para passar o tempo. Na verdade, o meu tempo. A cada minuto eu lembrava dela e do avião e comentava algo com meu afilhado. Coitado, ouviu um monte. E depois eu fui escrever. Escrevi esse texto todo mal criado, mas verdadeiro, logo abaixo. Iniciei uma nova fase da minha vida. Apertei o botão de start e liguei minha máquina de confiança. Precisava de atitude na vida e então eu injetei isso em mim. Na dúvida de onde postar o texto mandei logo nos dois blogs. Deixei o Recanto de lado, o povo lá não precisa saber disso, lá não é a minha casa.

Falei e falei, mas ainda não contei o meu voto. Aquele que resolvi me dar de presente (e que presente). Uma nova motivação para os meus dias solitários. Comecei a minha abstinência sexual. Ficar sem sexo até que é fácil se for só um mês ou dois. Nada demais para quem já ficou quatorze anos sem isso! Piadas a parte, pretendo ficar um mês ou mais sem também me 'satisfazer manualmente'. E isso eu acho difícil, quase impossível. Lembro uma vez que me propus a fazer isso por uma semana e falhei logo no quarto dia. Mas agora é diferente, o buraco é mais embaixo. Buraco não, nem posso pensar mais nessas coisas. Vou ter que mudar muito meus hábito para passar por essa. Ontem foi fácil, um dia só nem conta direito. Quero ver como vai ser a vida a partir desta primeira semana. Bom, vou comentando sobre isso...

Meu cérebro está entrando em pane, preciso descansar nem que seja à força. Tenho um belo ensaio ainda pela frente. Duas horas de música alta... espero não explodir minha cabeça. Cadê você, mulher? Mande notícias...

Libertação

Pelado como sempre, adentrando à madrugada solitária... esperando a poeira abaixar e ela ainda nem se assentou. Tentando entender todo esse furor que ocorreu repentinamente. Fazendo análises e mais análises sobre toda essa confusão. Refletindo (juro) bastante sobre a última semana. Procurei qualquer falha ou brecha em algo que poderia ter-me feito imaginar se estaria realmente me apaixonando. Que tudo não passava de coisa da minha cabeça. Mas não encontrei nenhuma falha. Tudo muito lindo, muito liso, muito perfeito. Muita coisa para ser digerida, muita coisa para ser entendida. Muita coisa... mas vamos a alguns pontos antes de continuar a parte boa de gostar de alguém:

Julgue-me como quiserem, tenho agora um novo ponto de vista acerca das coisas. Não me importo mais com o que quer pensar de mim e, se antes eu já me importava pouco, agora não me importo nada. Eu sou esse aqui e não aquele que você pensa que eu sou. Não, você não é melhor do que eu e estou cagando e andando para suas futilidades. Isso não é direcionado a ninguém em específico e, ao mesmo tempo, a todos vocês, um por um. É a libertação da minha própria prisão. A minha libertação. Cansei de procurar alguém para ser. Para parecer. Nunca parei para pensar que eu já sou tudo isso. Não quero a opinião de mais ninguém. Principalmente a sua.

O que eu escrevo aqui no blog é para ser lido sim, mas não escrevo para ninguém senão eu mesmo. Escrevo também para agradar aqueles que estimo, aqueles que respeito. Esses, eu faço questão de dizer: tal texto é para você. Os demais, quer gostem, quer não, não dou a mínima. Não ouse dar pitaco no que não lhe pertence. Se não gosta do que eu escrevo, é simples: suma daqui. Eu construí o meu espaço e esse espaço é só meu. Só aqueles especialmente selecionados é que são bem vindos. Tenha certeza disso!

Hoje não é um dia qualquer. Muita coisa vai me fazer lembrar desse dia para sempre. Simplesmente porque eu quero. Matei muita coisa em mim para transformar esse instante numa eternidade. Não vou voltar atrás, não vou retroceder. Tenho uma escolha finalmente. Escolhi batalhar para ser eu mesmo. Não me fale de coisas que eu detesto, certamente que irei criticar todas elas. Não pense por mim, não sinta por mim, não ouse, não se atreva. Essa é a minha vida, o meu blog. Tudo o que está escrito aqui é, por mais mentiroso que pareça, verdadeiro para mim. Eu faço essa bagaça existir, e eu manterei essa joça funcionando. Eu trabalho duro, muito duro para fazer aquilo que, a maioria dos que reclamam, nunca fizeram na vida. Eu trabalho arduamente segundo a segundo para construir isso aqui: a minha vida! Não é da sua vida certa que estamos falando. Estou falando das minhas incertezas. Esqueça que você existe para mim por um segundo e se pergunte: quem tem que se importar com você mesmo? Resposta: ninguém além de você. E aqui não é diferente. Quem manda nessa porra sou eu.

Se a minha vida é fodida. Se eu como o pão que o diabo amassou. Se eu estou em dívida. Se estou amargurado ou feliz. Se erro ou se acerto. Se me desculpo ou se lhe mando a merda. Se tudo isso acontecer ou se nada disso for verdade. Isso tudo é meu. Nada aqui é de alguém além de mim. Cuidar daquilo que é seu, é uma regra outorgada por mim, aqui, nesse espaço. Repito: caiam fora se não estiverem de acordo. Se achou agressivo tudo o que eu disse, eu quero mais é que você 'se exploda'. Lamento a todos aqueles que realmente me estimam, nada disso é para vocês, exceto, é claro, se estiverem contra! Você tem o direito de pensar o que quiser de mim, mas presta atenção: guarde a merda desse pensamento para a única pessoa que quer saber dele; você mesmo. Não ligo, não importo. Eu faço acontecer, quando eu quero e do jeito que eu quero. Pode ser que você pense que isso ou aquilo é melhor para minha vida, mas não quer dizer que isso seja uma verdade. Eu abandono, nesse exato momento, o que quer que eu tenha pensado – ou falado – de melhor para a vida de alguém. Quem sabe de você mesmo é você. Não tenho opiniões sobre a sua pessoa e, se as tive, abdico imediatamente. “Cada um por si e Deus contra todos”, nunca essa frase me valeu tanto. E qualquer dúvida sobre o que eu escrevi, lembre-se: atocha a dúvida no seu...

“Absurdo, absurdo, absurdo!!!” Não, não é absurdo nenhum. Só estou tirando o peso das costas de cada um que já pensou o que seria bom ou não para mim. Só estou cancelando o direito de algum filho da puta de vir aqui, ao MEU lugar, e falar que estou sendo isso ou aquilo. Que deveria fazer isso ou aquilo. Não! Chega! Eu vou trabalhar naquilo que eu gostou. Vou limpar o rastro de bosta que deixei para trás. Consertar o que acho necessário e picar o pé na bunda do que eu não me importo. Quer aconselhar alguma profissão para mim? Quer me dar a sua opinião sobre se devo ou não seguir em minha carreira? Se devo ou não buscar o meu sonho? Se é imaginação demais fazer o que estou fazendo ou querendo? Se é assim ou não que eu deveria fazer? Diga tudo, tudo isso, para alguém que ainda esteja disposto a lhe ouvir, a se influenciado. Não perca mais seu precioso tempo comigo. Vou lembrá-lo: eu sou eu, e não você. Se toca!

Escrevo o que penso e o que quero. Vivo de música e viverei do que escrevo. Me afundo na bosta, me ralo no chão, caio, tropeço, reclamo, choro, desisto, me deprimo. Mas EU faço isso, não você. Ninguém está aqui comigo. A merda é minha, o chão é meu, o tombo e o choro são somente meus. Não me estenda o braço, não me dê a mão. Eu sei me levantar. E é isso que estou fazendo agora: levantando. Eu te ajudo a levantar (se você merecer), mas não se atreva a tentar me acudir quando não estou pedindo. É um ultraje o quanto o ser humano se sujeita a outro ser, só por estar fragilizado ou mesmo confuso. Caramba, somos seres perfeitos em nossas imperfeições. De todos os seres vivos da face da Terra, os que mais necessitam de ajuda o tempo todo, somos nós. Eu digo a mim e aos que se arriscaram a me ler até aqui: sejam independentes! Se virem! Aceitem as chibatadas da vida e, depois de esmurrar o carrasco, continuem em frente.

Muitos me condenam porque eu cuido dos bichos que peguei das ruas. Tem uns que até chegam a me perguntar por que é que eu não ajudo uma criança. Eu respondo: é porque, seu filho da puta, eu ajudo quem eu mais gosto e quem eu mais acho que precisa. E se você fosse alguém que fizesse algo além de falar, VOCÊ, seu corno desalojado, ajudaria essa criança! Vai falar para sua mãe ajudar alguém, quem sabe assim ela consegue ter a felicidade de ter criado alguém direito, alguém com honra e com educação. A minha mãe me criou direito. Eu aprendi tudo o que ela me ensinou e ainda aprendo. O que me faltou dela, aprendi com meu pai; e todo o resto eu aprendi me ferrando de um jeito ou de outro. E continuo a aprender. E pretendo continuar fazendo isso. Então, verme, antes de falar sobre o que eu faço (você se prende a esses bichos, você tem bichos demais, assim você não pode ter uma vida decente, nem pode viajar, não pode fazer nada, se diminuísse esses animais teria menos gastos, por que você não dá esses bichos pra alguém? Por que não solta na rua?) lembre-se que: primeiro, você vai até lá, e faz algo por alguém ou alguma coisa (que precise). E que essa coisa seja o maior dos sacrifícios da sua vida. Depois, você pode 'aconselhar' alguém. E o próximo que 'sugerir' para eu por os meus bichos – que, detalhe: EU cuido – na rua ou 'dar' para alguém, lembre-se e lembre-se bem: sua mãe podia ter feito o mesmo com você e no entanto ELA decidiu que cuidar dessa merda, que ela chamou de filho(a), era o maior sacrifício que ela poderia fazer por alguém tão desprezível. Que vontade me dá de atravessar alguém quando ouço esse tipo de frase.

Voltamos a estaca zero: cuidar da própria vida é bom? Não!, é obrigatório!!! Ser o mais autossuficiente possível é importante? Nossa, se é! Fazer bosta e se foder faz parte do passeio? Claro!, por que não? O que acontece comigo e quem é o responsável por isso é alguém além de mim mesmo? Numa palavra: não!!!

Explicado tudo o que eu penso sobre cada um que pensa algo sobre mim, volto à parte boa de se estar feliz, renovado, libertado e objetivado. Trata-se de saber dar o melhor de si a alguém. E isso não é apenas minha promessa, é também uma constatação. Não exijo ser recompensado. Esse agora é o meu estado. O que eu puder fazer, oferecer, construir e batalhar, eu irei arranjar. Salvo a amizade, aquela eterna que combinamos, todo o resto deve ser conquistado. Não medirei esforços. Eu não me e lhe decepcionarei. Não faço só por você, faço primeiramente por mim mesmo.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Sina

Sabem, estive pensando. Um dia que deixo de escrever para meu diário ou mesmo para o Sophia, faz com que um pedaço de mim deixe de existir. É claro que não consigo expressar exatamente tudo o que sinto no que escrevo, mas muito coisa acaba sendo registrada. E isso eu acho importante pra mim. E escrevendo tanto assim eu percebi que uma coisa não aconteceu. Achei que minha mente se esvaziaria e eu teria pensamentos mais tranquilos, mas foi justamente o contrário. Agora até caminhar, tomar um chá e olhar ao meu redor está se tornando um texto. Sempre pensei que poderia escrever de tudo, qualquer coisa. Nunca quis exatamente um foco, uma única direção, como disse a Jô. Sempre me considerei um cara que “tende ao infinito” (como sempre diz a K). Não gosto de pensar na hipótese de limitar alguma coisa em minha vida. Mais do que ela já é limitada por si só. Caramba, como me dói o cérebro quando eu penso no tanto que preciso escrever. E agora que tudo está fluindo, ainda tenho mais necessidade de continuar. As vezes isso me mata, tem horas que eu quero escrever e não posso, porque estou na rua ou coisa assim, e começa a me dar uma aflição de querer chegar em casa e fazer aquilo. E as vezes acontece o contrário também; chego, começo a escrever e dali a um instante paro sem conseguir terminar. Perco o foco por alguma coisa. Mas como sou muito agitado, resolvo fazer alguma outra coisa, sei lá, vou na cozinha, no banheiro, lá fora com os cachorros e, quando volto, as palavras começam a escorrer dos meus dedos. O pior é quando me sinto insatisfeito com o quanto já escrevi, tipo, quando terminei um texto ou dois, mas ainda tinha que escrever algo a mais, aquilo me frustra muito. E eu vou tentando e me esgotando... quero só ver quando voltar a facul o que é que eu vou arrumar para conseguir conciliar tudo isso...

Sina, bonita palavra... eu vou usá-la daqui pra frente pra designar o ato de escrever. Vou dizer assim: não dá para fugir, é minha sina!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Puta dor!

Colhendo os frutos que plantei...

Fama, dinheiro, mulheres? Não! Uma puta dor no braço! Por mais que eu não tente, eu sempre acabo me fudendo. Até eu acho engraçado, mas só quando não dói. Além de ter que ficar suportando essa merda de PC dando pau o tempo todo, ainda tenho que me suportar dando pau. Como eu amo minha vida! Hahaha

Fico imaginando como seria a vida sem desafios... chata, sem graça, ameaçadoramente tediosa??? Não! Pra mim seria perfeita!!! Tá, zoações à parte, eu também não aguentaria que tudo fosse perfeito, mas bem que um pouquinho podia ser, né? Tipo, ter carro, casa própria, um computador que nunca me ferrasse e um braço de ciborgue!!!

Pode ser que meu destino seja esse; viver sem braços! Pode ser que do dia pra noite tudo se resolva e eu acorde milionário e com um braço hiper veloz. Pode ser que eu não tenha escolha, que eu tenha que simplesmente continuar escrevendo, tocando e rezando para meu braço melhorar. Eu estou fazendo minha parte, corrigindo minha postura, fazendo alongamentos e pausas entre as produções. Mas não custa nada O Cara dar uma força. Tipo, Ele podia estar nos Seus afazeres e pensar: (voz de trovão) “O PEDRO JÁ SE FUDEU DEMAIS NESSA VIDA! ARCANJOS! ATENDAM OS PEDIDOS DELE DE AGORA EM DIANTE!!!” Eu humildemente diria: “Valeu Deus, Tu é fera pra caralho!”

Enquanto os deuses não me ouvem, vou seguindo à moda Conan: “que Cron me ajude, mas se não me ajudar, quem precisa dele? Eu ainda tenho a minha espada!” Não me restando opções, o jeito é continuar seguindo!

Poder e invisibilidade

Antes de criar qualquer coisa, devo explicar como foi produzido o meu último conto, o do poder. Eu estava tentando digitar um texto para o diário e tudo começou a dar pau aqui no PC, como sempre acontecia antes do Tomás instalar o Ubuntu. Mas começou de novo e eu pensei na maldição que eu carrego. Essa de tudo o que eu toco se estragar. E é muito parecido com o que acontece comigo. Inclusive a parte do que tinha dentro da geladeira é quase que exatamente o que tenho aqui na minha. Comecei escrevendo como uma reclamação, mas percebi que eu podia aumentar uma coisa aqui e ali, então virou um conto. E nunca consegui entender o que é que diabos eu faço, que tudo que é aparelho daqui de casa vai pro saco. Fico puto, mas tenho que continuar escrevendo. E se essa merda quebrar, eu escrevo tudo a mão e depois vou numa Lan house postar. Um dia ainda terei um PC que não me faça chorar de ódio.

Enquanto conversava com minha diabinha preferida, escrevi mais uma poesia, se é que posso chamar meus versos de poesia. Ela fala do que não entendemos e do quanto deixamos de intender quando desistimos. K compreendeu da forma pretendida. E melhor, ainda me deixou mais feliz. O mais legal e que eu quase consegui... é consegui fazer, foi deixar o texto quase oculto, para que só lessem aqueles que procuram. Usei a fonte branca, mas no fundo do meu blog, ficou ainda visível. Mas para ler, terão que marcar o texto com o mouse.

No mais tenho muitas, mas muitas ideias para textos e versos e, ainda bem, estou anotando algumas dicas em tópicos para que eu não esqueça nada. A minha vida está ficando divertidamente trabalhosa. Chego a pensar se estou trabalhando de verdade quando estou escrevendo. Não posso desapontar minha anjinha (capetinha) preferida. Outra coisa é que muitas pessoas dizem estar lendo constantemente meu blog, na sua grande maioria, mulheres. Será que estou virando um escritor feminino? Os caras ficam reclamando que eu não escrevo mais no meu blog secreto, e me atormentam perguntando quando irei escrever. Já disse, não estou escrevendo porque não estou comendo ninguém. Entenderam?! Agora está na hora do meu chá com bolachas. (muito gay) Complemento essencial para assistir a mais um episódio de Glee! (me superei!) Reclamem com a Lanna, ela falou tanto na minha cabeça dessa galerinha cantando que eu acabei assistindo!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Quero porque quero

Quantas horas passei aqui, sentado, quase sem me mover, esperando? Ainda bem que eu estou produtivo, e mesmo estando com fome, ansioso, apático, morrendo de dor nas costas e triste, eu continuei escrevendo. Com esse, será o terceiro da noite.

Quase três e meia da madrugada e ela sequer voltou. (é, você mesma) Quanto tempo eu passo pensando e tentando ser feliz? Mas sempre busco das formas mais idiotas. Fico tentando encontrar o que ainda não vejo em mim. Ficar aqui sozinho, contra a minha vontade, escrevendo, está me proporcionando novas experiências. Mas nada me basta. Queria por que queria algo e, esse algo está cada dia mais distante. Será ela? E nessa dúvida fico empenhando-me em algo que até se torna desagradável para ela, e também para mim. Fico tentando ter calma e paciência, mas ser assim, na verdade, estar assim, dificulta tudo. Acho que eu fico querendo tornar um desejo real. E não poupo esforços para tal. Mas, como me disseram um dia: “como é que você pode saber se está ou não criando uma situação?” e depois de muito tempo pensando nisso, acho que a resposta é ficando isolado até ser encontrado. Ser procurado e não procurar.

Enquanto isso, continuarei a escrever e tentar algo que talvez traga-me benefícios. A minha tristeza é pensar que, depois que a magia acontecer, como é que eu vou saber quem estará vindo por mim ou quem estará vindo pelo que me tornei? Olha no que eu já estou pensando... sem noção. Vou aproveitar que eu sei que me lê e dizer: “não desiste de mim não. Eu sei que de alguma forma, eu valho a pena.”

Estou exausto, depois explico sobre o conto de hoje, baseado na desgraça que me atormenta: a bosta das máquinas que continuam a conspirar contra mim. Fui... (ah, foi muito páia sair assim)

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Concerto

Não posso deixar um dia tão magnífico como o de ontem passar em branco. Fui ao concerto da OSMG, convidado pelo meu amigo e ganhador Fernando Brito. Foi a sua premiação como jovem solista e, que solista! Não é puxação de saco nem tietagem, o moleque sabe o que faz. Claro que foi uma apresentação longa, como mais de duas horas, mas valeu cada segundo. Todos os ganhadores foram muito bem e o Fernando, a quem sempre peço para tocar a valsa número 1 Op. 18 do Chopin, apresentou-se com o Op. 22 dessa vez. E como ele foi bem. E que coragem todos eles tiveram de solar coisas magnificamente difíceis em frente a tanta gente.

Pausa para ouvir a minha música preferida do Chopin (que ele toca sempre pra mim) enquanto escrevo (valsa 1)

Falar desse concerto, aqui, não é só para demonstrar o quanto eu gostei do show, mas para expressar minha gratidão ao rapaz Fernando que convidou-me diretamente. E quão bela não foi sua performasse e que talento. Mas o melhor desse amigo é sua capacidade de não se encantar com os louros e manter-se humilde. Bravo! Gritavam frenéticos. Sim, bravo, também digo. Mereces tua glória. E merece o meus cumprimentos por todo seu trabalho, sem ter perdido a cabeça e manifestado seu outro lado: o belo humano que é. Caras assim é que me deixam feliz. Obrigado pela oportunidade única de ter podido compartilhar esse momento com você.

Destaque para o pouco que pude dividir com meus amigos e conhecidos: Jô, minha eterna amiga, inseparável e emotiva (e briguenta); Gabi que já não via há tempos (menina marota de coração lindo, sô); Thiago, meu outro amigo pianista (amigão); Carol, mulher mística e cheia de paz no coração (não esqueça das nossas caminhadas); Máximo e até o porteiro da escola de música estava lá, e que cara bacana.

Ao fim do concerto, saindo ao lado da Jô, vejo um casal de velhinhos, chorando e a mulher dizendo: “nem tudo está perdido! Ainda temos esperanças” Achei bonitinho, mas pensei: “se ela está se referindo a ter jovens tocando música erudita, devo acrescentar que essa não é a única forma de salvação” (não, não estou falando de Jesus). E se fosse tão trágico quanto ela estava dizendo não existiria mais concertos. E pensando nisso tudo, é claro que não devemos esquecer que um concertista é milhões de vezes melhor do que um fã de Restart.

Termino meu texto sobre o feliz dia de sinfonia ouvindo Bach e seu terceiro Concerto de Brandenburgo.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Sobre a loba

Pra terminar a madrugada a fora (são 4:05), falo do meu último escrito. O verso sobre a 'Loba', que obviamente foi escrito para a Loba, Gaga. Fiquei meio que... hum... puto! Com o que falou comigo da última vez que nos falamos e acho contra producente tentar mais alguma coisa por lá. Uma coisa ela me valeu, como disse o comentário imediato do recanto (Laura Flor): “Que bom que conseguistes afastar a loba e ficar com o melhor dela. O fato de te fazer poetar...”

Foi mais ou menos assim. Gostei sim, mas estou velho demais para ficar esperando coisas que não querem se desenrolar darem certo. Perdeu o respeito comigo. Sabe, tudo que eu dizia tinha que ser com o maior cuidado para não irritar. Mas o que lhe irritava, também me irritou. Não sou um 'tolerância zero', mas não sou santo nem mártir para ficar vendo e me fudendo. Não me quis, vai ter quem me queira. E se tem uma coisa que eu estou em foco agora – na verdade, duas – é a banda e minha produção literária. O resto é resto. Com exceções àqueles que me tratam bem, é claro. Não tenho ódio nem raiva, se quiser minha amizade, terá; mas se continuar com o pouco caso, de mim não terá procura.

É claro que eu não podia deixar de mandar o verso para ela ler, senão estaria traindo meus ideais de caos! Anarquia e ser conhecido são uma das funções literárias dos meus blogs. E que se extingua o cu doce e impere a criatividade despreocupada. Boa madrugada...

Verso a verso com você

Conversei com ela a madrugada toda, a minha poetisa. E que coração belo ela tem. Me cativando e isso sempre me faz sentir bem. Ganhei de presente, mais um belo verso de sua autoria. Depois de Bukowski e de mim mesmo, acho que ela é quem mais estou lendo. E não é falsa demagogia. Realmente estou gostando do que ela escreve. E que noite agradável nós tivemos. Nossa boêmia literária foi fantástica. Gosto do seu apreço pelo que faço. Gosto como me trata. Gosto do jeito como tem sentimentos. Há muito por vir. Não deixo de esperar. Sou humano, demasiadamente. Verso a verso eu a leio. Verso a verso eu me encanto. Seus trejeitos de por-me em ar rarefeito. Começo a me tornar suspeito para falar dela. Irei chamá-la de poetisa em meus textos. E não é que vejo muitos deles daqui pra frente?

Dou uma olhadinha para trás e vejo o tanto que hoje eu escrevi. Primeiro um texto para a dama das damas, a primeira. A repercussão dos meus versos para ela foram boas. Com comentários imediatos e mais de trinta e cinco leituras após a postagem (no recanto). É claro que isso me deixa feliz. Depois, e o que quero comentar aqui, escrevi um texto para a poetisa. Na verdade, um texto nosso, sobre nossos escritos. Em forma de verso, que venho adotando pela facilidade de escrita. (por facilidade entenda-se velocidade! rs). Eu fiquei muito perdido ao escrever e se o escrevesse agora, teria mais a dizer. Pelo pouco que a conheço escrevi razoavelmente. Ela me disse ter gostado. E espero que sim, pois foi de coração. Uma amizade nasceu por aqui. E veio de um momento tão curto. Mais uma vez, espero não estar criando um mundo fantasioso. Não posso deixar de agradecer a força e a inspiração. Nunca estive tão produtivo. Valeu!

Sobre ela e o verso

E eu precisava escrever isso para ela. O tanto que passamos juntos e nada escrito em meu blog. Ele mereceu, é claro. E começou quando encontrei com ela hoje. Um daqueles encontros que falamos muito sobre coisa nenhuma. Como os que me conhecem sabem, não temos um relacionamento amoroso. Mas nos amamos muito. Namorei com ela por cinco anos e meio, um tantão assim. E só depois que nos separamos é que vivemos melhor. E agora nossa vida é outra. Compartilhamos sentimentos e trocamos reclamações. Ele me conta dos seus homens e eu das minhas mulheres. Tentamos dar conselhos um para o outro. E o mais bonito de nosso relacionamento agora, é que não mais brigamos. Assistimos seriados juntos. Lemos juntos. E falamos muitas bobagens. Fazemos caretas um para o outro e brincamos como bebês.

Hoje, saímos e lanchamos aqui por perto. E foi muito lindo, como sempre. E pensei no quanto gostaria de lhe escrever algo. E cheguei, terminei meu primeiro texto. E sem mais demora comecei o dela e em alguns minutinho tava pronto. Corrigi e modifiquei e postei. Depois, procurei-a na net e nada dela. Liguei para ela e disse que tinha escrito o poema. Ela disse que estava lendo um livro e pediu para que eu lesse o que escrevi. Eu li. E quando cheguei no final, quase não consegui terminar, fiquei chorando que nem bobo. Mas valeu. Nada como ter uma ex tão presente e tão bacana comigo. Melhor do que estamos nunca estivemos. E quem foi que disse que terminar um namoro é tão ruim assim???

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Fome de escrita

Cheguei em casa numa fome danada de escrever. Muito por dizer e ao mesmo tempo quase nada. Percebi no quanto gosto de brincar com essas teclas. Meus dedos voando por elas e, muita e muitas das vezes, meu mindinho tentando acertar o backspace. Sofro por não conseguir escrever quando mais quero. E na vontade que estou hoje, provavelmente morreria... que drama, não? Mas é quase um fato. Escrever, mais do que uma obrigação, parece ser agora um momento de libertação. E nada mais terapêutico do que digitar. Acho que acontece uma espécie de massagem na ponta dos dedos e que vai parar no fundo da mente. Como se uma voz dissesse: “transcenda, flutue por sobre as teclas e deixe acontecer. É o que estou fazendo, deixando acontecer. Quantas não foram as promessas no ano que passou sobre escrever mais e mais? Quantos não foram os dias que passei fazendo isso. O ano já começou e continuo fazendo e, com certeza, bem mais do que eu fazia antes. Três blogs e o quarto já está vindo. Manter tanto assunto me parecia difícil, mas o difícil agora está sendo conciliar a vida com o escrever. Estou para ver o dia que viverei só disso. E como torço para esse dia chegar logo.

Olha, se viver sozinho significa estar só diante de teclado para escrever, acho que me darei muito bem vivendo sempre sozinho. É claro que grande parte do que eu escrevo se deve ao fato de estar lá fora vivendo. Mas por que não posso viver só aqui dentro? Tá, quem eu estou querendo enganar. Como conseguiria viver por viver, sem ter com quem dividir algo. Eu divido tudo que sinto aqui, mas ainda faria falta ver e ter alguém. O que posso pensar então é; que eu conseguirei viver bem comigo mesmo. Para tal, só é preciso continuar escrevendo. E o grau de satisfação que um texto me dá (mesmo os ruins e os fraquinhos) é maior do que muitas das boas experiências que eu já tive. E assim seguirei, dia a dia, criando e produzindo...