quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Concerto

Não posso deixar um dia tão magnífico como o de ontem passar em branco. Fui ao concerto da OSMG, convidado pelo meu amigo e ganhador Fernando Brito. Foi a sua premiação como jovem solista e, que solista! Não é puxação de saco nem tietagem, o moleque sabe o que faz. Claro que foi uma apresentação longa, como mais de duas horas, mas valeu cada segundo. Todos os ganhadores foram muito bem e o Fernando, a quem sempre peço para tocar a valsa número 1 Op. 18 do Chopin, apresentou-se com o Op. 22 dessa vez. E como ele foi bem. E que coragem todos eles tiveram de solar coisas magnificamente difíceis em frente a tanta gente.

Pausa para ouvir a minha música preferida do Chopin (que ele toca sempre pra mim) enquanto escrevo (valsa 1)

Falar desse concerto, aqui, não é só para demonstrar o quanto eu gostei do show, mas para expressar minha gratidão ao rapaz Fernando que convidou-me diretamente. E quão bela não foi sua performasse e que talento. Mas o melhor desse amigo é sua capacidade de não se encantar com os louros e manter-se humilde. Bravo! Gritavam frenéticos. Sim, bravo, também digo. Mereces tua glória. E merece o meus cumprimentos por todo seu trabalho, sem ter perdido a cabeça e manifestado seu outro lado: o belo humano que é. Caras assim é que me deixam feliz. Obrigado pela oportunidade única de ter podido compartilhar esse momento com você.

Destaque para o pouco que pude dividir com meus amigos e conhecidos: Jô, minha eterna amiga, inseparável e emotiva (e briguenta); Gabi que já não via há tempos (menina marota de coração lindo, sô); Thiago, meu outro amigo pianista (amigão); Carol, mulher mística e cheia de paz no coração (não esqueça das nossas caminhadas); Máximo e até o porteiro da escola de música estava lá, e que cara bacana.

Ao fim do concerto, saindo ao lado da Jô, vejo um casal de velhinhos, chorando e a mulher dizendo: “nem tudo está perdido! Ainda temos esperanças” Achei bonitinho, mas pensei: “se ela está se referindo a ter jovens tocando música erudita, devo acrescentar que essa não é a única forma de salvação” (não, não estou falando de Jesus). E se fosse tão trágico quanto ela estava dizendo não existiria mais concertos. E pensando nisso tudo, é claro que não devemos esquecer que um concertista é milhões de vezes melhor do que um fã de Restart.

Termino meu texto sobre o feliz dia de sinfonia ouvindo Bach e seu terceiro Concerto de Brandenburgo.

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