quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Madrugada de quinta-feira, 06/01/2011

OBS: era pra ter sido postado ontem de madrugada (como está escrito no título) mas graças ao BLOGGER, que provavelmente estava em manutenção (sem aviso), eu estou postando só agora!


O que é pior do que tudo isso que vivemos é ser alguém que não se é. Um dia a mais em nossas vidas pode fazer toda a diferença, mas desde que se aproveite essa oportunidade. E oportunidade parece ser uma coisa que eu não sei muito bem como aproveitar. Passam dias e mais dias e o que eu sempre encontro dentro de mim é essa eterna confusão. Aquela que uma hora me diz para persistir e outra hora diz que nada mais faz sentido. Já levei em consideração o fato de eu estar tendo algum tipo de depressão. Mas seria gay demais assumir isso. Não sei bem como responder a isso, não sei mesmo. O que é a depressão de fato? Se o que eu tenho for uma espécie de depressão, devo estar sofrendo desse mal há bastante tempo. Mais tempo do que posso encaixar em minha vida. Um dia eu estou bem, noutro eu estou mal. No outro eu estou mal e acho que os dias em que estou mal ganham de disparado dos dias que eu estou bem. Uma coisa que faria meus problemas sumirem da face da Terra é a grana. Se não me engano, dinheiro é, foi e será meu maior problema. Dar aula é um saco, confesso. E isso está longe de ser um segredo. Sabe, nem sexo tem me atraído mais como antigamente. É, está tudo ligado com o dinheiro. Ter essa porra muda um homem. No meu caso, com certeza me mudaria muito. Imagino que ter dinheiro – e nem precisa ser muito, o suficiente para não faltar – e como desligar o botão de on/off na máquina depressão. Grana, muita grana. Muito ia me fazer bem. Demais ia me fazer melhor ainda. Não queria ganhar na loteria nem nada disso. Eu penso em ter uma espécie de emprego que serei pago para escrever. Assim, simplesmente. Eu escrevo, que é uma coisa que faço sem muita dificuldade (isso não implica que seja bom), e ganho dinheiro com isso. Preciso de um agente. Alguém como o melhor amigo de Hank Moody, também seu agente. No caso dele ele nem escreve, só faz merda. Eu até faço muita merda (longe de competir com esse personagem, o cara é um completo drogado) mas escrevo bastante. Tá, eu não tenho como saber se o que eu escrevo presta. Bom, até tem. Mas não creio que quem lê os meus textos tenham boas críticas para fazer. Na maioria das vezes só puxam o meu saco. Queria que, por um milagre, algum entendido de verdade (ou seja: um escritor) lesse alguma das merdas que eu publico e desse sua sincera opinião. Não se importem comigo – como se importassem mesmo! – esse diário é mais um fluxo de consciência. Não tenho de fato algo de importante para ser dito. Ia falar do meu dia, mas meus martírios tomaram minha vontade de prolongar esse texto. Agora, que me dá uma satisfação de digitar loucamente, sem ficar parando para compreender o que eu estou digitando, isso dá. Escrevi esse monte de coisas aqui em menos de dez minutos – grandes merdas.

Sabe, estou com saudades da minha mãe – não, ela não morreu – é que ela ficou aqui na minha casa tanto tempo hospedada que, agora que foi embora, tá fazendo falta. Eu não pensei que iria precisar de um período de adaptação para reaprender a morar sozinho. Meu pai também eu sinto falta – não, ele também não morreu – um pouco menos do que da minha mãe, pois ele me encheu muito o saco bebendo o tempo todo. Analisem a situação: eu não bebo, não fumo (o charuto esporádico não conta), sou vegetariano! Viver com um cara (foi mal, pai) enchendo minha geladeira de cerveja é um porre. Pois é isso. Agora além de ter que me acostumar de não ter almoço o tempo todo e gente para falar à noite, eu vou ter que perder os quilos que minha mãe me deu de presente com todos aqueles cuidados (um monte de porcaria que ela comprava). Sem mais delongas, aquele abraço. Boa noite!

P.S. Não corrijo esses textos, então não procurem por erros, eles existirão aos montes.

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