domingo, 23 de janeiro de 2011

Chatice de vida (noite de domingo, 23/01/2011)

Ontem eu meio que inverti as bolas. Escrevi no blog Sophia como se estivesse escrevendo aqui. Foi proposital. Até corrigi e reli (coisa que eu não faço aqui, como já disse). Ao menos, depois de toda merda de ontem, até que eu produzi consideravelmente. Gostei do que fiz. Um texto sem graça, como se fosse um diário e um poema cotidiano. Como prefiro chamar aquilo. Reclamei do calor insuportável. Se fosse hoje, teria o dobro de palavras, porque puta que pariu! Que calor! Embora não tenha acordado suado como sempre acontece, eu estou sentindo mais calor do que ontem. Tenho medo de me acostumar com essa vida de confinamento que desenvolvi pra mim. Não sei o que eu faço depois de algum tempo. Como agora. Que não estou com vontade de nada depois que escrever isso. Tenho outras coisas pra fazer, mas não estou querendo. Estou vivendo a fase mais entediante de minha vida. É sério que eu suspeito de depressão, mas não quero nem ficar falando do assunto para não me convencer disso.

Hoje escrevi o quinto conto da série de cem. Estou vendo que vou ter que escrever duzentos, pois o Tomás não saiu do primeiro. Duas coisas me chatearam nesse conto; a primeira é que é o quinto ainda. A segunda é que eu não percebi que estava na fonte de tamanho onze e ele ficou com mais de uma página. Mas foda-se. Bom, eu comecei a escrever esse conto com a ideia de ser um sonho. Depois eu pensei em fazer o personagem dormir no final e acordar percebendo que só a parte de dormir é que era um sonho. Depois eu pensei que poderia ser um sonho e terminar com ele reclamando que achou que tinha acordado. Mas deixei terminar do jeito que terminou. Assim, não dá pra saber qual a intenção da estória, pois nem mesmo eu sei o que é. Acho que é uma boa voar e seria uma realização em minha vida, mas como ainda não cheguei lá, vou só escrevendo mesmo. Um dia quem sabe...

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