sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Ideias, papo com a ex e ser curioso (madrugada de sexta-feira, 21/01/2011)

Então foi tudo assim, o final de semana correu e a semana veio e com ela o caos. Mal pude escrever devido aos problemas com a máquina. Começo a crer que a tecnologia me detesta. Estarei errado? Ao que tudo indica, não. Mas aos trancos e barrancos eu continuo a persistir e tentar, e conseguir. O importante, como eu sempre digo pra mim mesmo, é que eu esteja produzindo. E se um pouco eu escrevo todo dia, mesmo que seja só um pouco, é melhor do que não escrever nada. O tempo de escrita eu estou gastando com o livro que pretendo dar cabo (só estou na página três, quem me vê falando vai achar que falta pouco para acabar). Mas tenho fé. Ontem eu dormi pensando e depois que acordei continuei pensando em várias hipóteses para a estória. O mundo vai crescendo dentro da minha cabeça e só vai aumentando. Se eu não escrevo, perco criatividade e o curso do assunto. Então, o melhor que eu tenho a fazer é dedicar a isso e menos ao blog. Mas é irresistível não escrever para ele (Sophia), é como se ele fosse um filho que eu tenho que ver crescer. E como cresce. Hoje, pela primeira vez consegui acessar a barra de status do blog e descobri que houve mais de cinco mil visualizações desde que o criei. Quem diria. Detalhe, quase quinhentas visualizações só do EUA. Isso me faz pensar em realmente dar linha naquele blog em inglês que eu tava pensando em escrever. Esses dias eu vi um programa na rede Futura, onde falavam sobre o cara que principiou o motor elétrico (preguiça de olhar na internet), que descobriu as paradas de como fazer um motor girar usando o magnetismo. Então um entrevistado, falando sobre o inventor (físico, que seja), disse que era um homem muito culto que sabia muita coisa. O tal físico tinha dificuldades com o inglês e o que foi que o homem fez? Prometeu que, se o inglês era difícil para ele, então tudo que escrevesse seria nessa língua. E assim o fez. Pensei nisso e percebi que se um dia eu não cair matando nessa merda de língua, vou continuar no meu “imbromation” por todo o sempre. Meu inglês melhora gradativamente por assistir a seriados o tempo todo, mas se eu não ler e escrever esse porra...

Bom, ontem, quando estava indo começar meus escritos, amaldiçoadamente decidi entrar um pouco no MSN. Eis que lá eu encontro a Antonela, minha ex (se não me engano foi a terceira). Nossa conversa foi gigantesca. Quer dizer, nem tanto. Mas digo que foi boa. Embora eu não tenha escrito nada ontem... quer dizer, escrevi sim, um poema/homenagem ao velho Buck. Estou viciando-me nos seus escritos. E olha que só estou no seu primeiro livro, “O amor é um cão dos diabos”. O bacana dele é que ele escreve em forma de poema, mas nem se preocupa em parecer com um. É como se eu estivesse lendo o diário dele, um diário abreviado. Mas é fantástico. Bom, voltando ao assunto anterior: Antonela. Eu amava essa garota. Gostei demais dela. E de todas as namoradas que eu tive (13 até agora), ela foi a que acabou de forma mais traumática pra mim. Simplesmente não podia ficar mais comigo por coisas fúteis (não apela Ton, pode ser que não tenha sido na época, mas você sabe que foi fútil). Whatever! O que importa é que eu gostava demais dela. Ainda gosto, não como namorada, mas como amiga, como alguém que significou muito para mim. Se bem que se ela quisesse namorar eu arriscaria uma nova empreitada sem pestanejar. Fazer o que, ela é muito desejável. Um amor de pessoa. E ontem, me fez um bem danado conversar com ela. Espero fazer sempre isso. Hoje, quando entrei no Orkut (parece que não completo o dia se não entro nessa merda à noite) para mascar uma menina que tinha me chamado para conversar (se eu pegar eu sito o nome dela! rs), encontrei a Antonela novamente, e digo: conversar com ela foi melhor do que mascar a outra garota. Bom, é isso. Um resumo grande dos dias ausente. Ah, eu comecei a anotar meus sonhos – num caderno – e a maior dificuldade foi que toda vez que eu fico tentando recordar o que sonhei, cada segundo perdido, é uma lembrança jogada fora. Espero que com a prática eu consiga aperfeiçoar a técnica.

Lembrei de uma outra coisa (e espero encerrar com isso). Recentemente, dona Michelle e dona Stella, questionaram-me sobre a inteligência. E não foi a primeira vez que falaram isso comigo (os caras inteligentes nunca me dizem isso, claro). Elas me perguntaram como é que eu fazia pra saber tanta coisa e me elogiaram, dizendo que eu era inteligente. Bom, agradeço os elogios, fiquei enaltecido com eles, mas discordo plenamente. Além de explicar por que discordo, vou acrescentar uma receita infalível de “inteligência”. Vamos lá: acho que o cara que é inteligente, é aquele que não necessita de esforço para absorver coisas. Explico; no meu caso, muitas das informações que eu sei, foram absorvidas com muito custo. Repetições e mais repetições das coisas que eu faço questão de saber. Aprendo com mais facilidade coisas que eu gosto (o comum para todas as pessoas! Ex.: Michelle aprende coisas sobre Deus com mais facilidade, já que é evangélica; Stella aprende forró com facilidade, porque ama dançar) Isso é óbvio. Mas as condições são criadas por você. Eu adoro o grego e quero muito saber ler o grego antigo, mas é muito difícil para mim e vou despender de muito tempo e dedicação para isso. Resultado; acabei deixando para depois. Para o Rafael é muito fácil. Vou usar o Matheus como exemplo. Matheus é um nerd da faculdade de letras, meu amigo (eu pelo menos considero ele como amigo, não sei se é recíproco), ele aprende línguas com extrema facilidade. Tanto é que já sabe mais de dez e tem apenas vinte dois ou vinte três anos. Esse é um cara inteligente. Mas, entretanto, como será que Matheus se sairia dançando forró? Para mim – e pelo que já li a ciência pensa da mesma forma – existem tipos diferenciados de inteligência. No meu caso, minha facilidade é musical – com todas minhas limitações – mas tenho uma enorme facilidade com música. O resto do que eu sei é muita, mas muita dedicação. Amo literatura, mas tenho que me esforçar horrores para acompanhar caras como o Tomás. Adoro kung fu, mas para ser como o Leo, teria que vender minha alma duzentas vezes. Todas as dúvidas que eu tenho de português eu procuro no dicionário, na internet e na gramática (isso quando eu não pergunto pro Tomás); tudo isso, porque faço questão de saber bem a minha língua. É básico para mim. Eu quero ser um escritor, então tenho que ler milhares de livros e prestar muita atenção em como se escreve. Eu admiro muito as pessoas inteligentes e gosto muito da companhia dos intelectuais. Mas se quero conversar sobre mulher, com certeza não será com nenhum deles (exceto você Tomás. Você até que já está aprendendo). É isso. O que diferencia as pessoas que sabem das que não sabem – além das que são inteligentes por pré-disposição – é a simples curiosidade. Pergunto-lhes: o que você quer saber?

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