quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caminhos tortos


            Não lembro ao certo a última vez que escrevi aqui. Sei que desde então, assim como (creio) todas as pessoas do planeta (e fora dele), muita coisa mudou. Não diria que pra melhor, mas tão pouco para pior.

            Tenho um grande amor agora, não me sinto mais tão perdido como antes me sentia. Entretanto, meu desolamento não é mais emocional, não no sentido afetivo da palavra. Disso estou seguro de pisar em chão solido o suficiente para não tomar tombos como os do passado.

            Os problemas nunca acabam porque na verdade eles nunca existiram. Quantas vezes aleguei e usei isso com outros? Comigo o buraco sempre foi mais em baixo. Acredito sim na existência do não problema, mas o problema é que O Problema se torna tão real quanto acreditamos nele. Estou certo de que não tenho problemas, mas estes não acreditam em mim...

            Por onde então devo ir? Sou um emaranhado de indecisões e dúvidas. Creio que minhas incógnitas são maiores que minha clareza de pensar. Sou iludido por toda verdade não revelada e também por todo mistério desconhecido. Sou o que sou e nada além disso. Será? Sei que meu caminho é mais cheio de curvas e subidas do que imaginava. Se hoje estou aqui, sentado e digitando, é porque algo dentro de mim persiste em me mandar: “continue... continue...”

            Não, não tenho forças para lutar contra essa vontade, tão pouco a quero. Quero ir, quero sim, mas para algum lugar. E para onde estou indo hoje? Para lugar algum, creio eu. Sou a famosa nau sem rumo. Prossigo guiado pela corrente que me levará a algum lugar. Mas como já me avisou o ditado: “não existe vento favorável para quem não sabe onde ir.”

            Sou um ser apaixonado pelo oculto, pelo impossível, pelo improvável e pelo indizível. Sou um cara que quer ver o oco e de lá poder enviar notícias de como realmente são as coisas. Sempre me considerei um buscador. Acredito que levei isso ao pé da letra demais, pois não vejo fim para as buscas, apenas extensões para meus anseios. Queria uma vida mais fácil e provável, mas... queria mesmo???

            Senti muita falta disso, muita mesmo. Escrever é realmente muito bom. Mas pretendo seguir um pouco mais calado dessa vez. Não quero dizer que quero escrever menos. Quero dizer que quero só deixar registrado. Não farei questão de ser lido aqui nesse blog. Mas faço questão de nele escrever.

            Por onde vou agora?, me pergunto todos os dias. A resposta ainda não encontrei. Sigo as minhas intuições (nada diferente do que já fazia). Tenho a impressão de que agora estou sendo guiado. Espero que sim. Espero que por uma força boa. Uma força esclarecedora. Meus olhos estão mais voltados para os mistérios do ocultismo, da magia, da força que não se sabe de onde vem. Quero encontrar com Deus – A Força – como prefiro chamá-lo. Quero entender o ininteligível, mesmo que para isso eu tenha que morrer tentando.

            Ah, uma última coisa: ainda bem que esse ano está acabando!

(não revisado)

Um comentário:

  1. O mundo da internet é mesmo um ovo. Imagina que eu dando uma olhada por aí acabei encontrando você Pedro, um antigo colega da FAE/UFMG. Gostei do seu texto. Escreve bem. Também escrevo em um blog de uma amiga. Saudades de você cabeludo. Eu te chamava de chato, mas no fundo eu gostava de ti.

    Hadji.

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